sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Divagações esquizofrênicas 13


 
     Mais uma postagem da séria divagações esquizofrênicas, e, como não poderia deixar de ser, as paranoias diários do nosso cotidiano são o tema principal.
   Ano novo, vida nova, novos pensamentos e aquela baboseira de sempre. É como se precisássemos de uma data para refletirmos sobre nossas vidas e tentar mudar algo que não está dando certo.
    O ano é novo mas as paranoias são as mesmas de sempre, a diferença para dez anos atrás é que já estou meio acostumado com elas. Por exemplo: como bom brasileiro, gosto de ver um jogo de futebol, e, como nessa época os jogadores profissionais estão de férias, estou assistindo alguns jogos da copa são paulo de futebol júnior. Não tenho TV a cabo, então conecto o notebook na entrada HDMI da TV e assisto alguns canais pela internet mesmo, com uma qualidade de imagem meio ruim e algumas travadas. E foi numa dessas travadas que algumas paranoias minhas foram ressuscitadas. Estava assistindo um jogo normalmente, a partida estava dura,  empatada em 0x0 e aí,o site travou.... Quando voltou, o time que torço havia inaugurado o placar. A alegria tomou conta de mim, mas logo veio a tristeza. Pensei: "pô, por que o meu time só fez o gol quando não estava assistindo?"  Não é aquela simples sensação de ser um pé frio, é algo um pouco pior. Foi um drama, fiquei no velho dilema: assistir ou não os jogos do meu time? Sempre penso que, quando ele perde e estou assistindo, a culpa é minha. E o contrário também acontece: se perdeu e não assisti, a culpa foi minha, pois, como bom torcedor, tenho que assistir e dar aquela força. Depois de um pouco pensar, resolvi continuar a assistir, afinal, é uma das poucas diversões que ainda tenho. Com o passar do tempo, o meu time fez mais alguns gols e ganhou com facilidade. Não sei quando essa "cisma" começou, mas creio que desde os treze anos de idade tenho esse tipo de pensamento. Me lembro que estava no estádio mineirão, assistindo o jogo do atlético mineiro contra um outro time, que não me lembro o nome agora. E, quando a locutora do estádio anunciou no serviço de auto-falante que o meu time estava perdendo um jogo decisivo comecei a chorar. Disse para o meu amigo que foi ao jogo comigo que a culpa era minha, pois desde pequeno ouvia os jogos do meu time, que é de outro estado, naqueles rádios antigos valvulados. Mas chorei muito mesmo, tinha a plena convicção de que a culpa era minha, pois sabia que o meu time estaria jogando naquele horário, e mesmo assim resolvi ir ao mineirão assistir o jogo do atlético mineiro.

                                                  seleção brasileira de "Júnior"

   Até hoje fico nesse dilema, penso que se perdeu a culpa é minha mesmo. Sei que isso deve acontecer com outras pessoas que não tem esquizofrenia, mas no nosso caso tudo é superdimensionado e chega a prejudicar o nosso dia a dia. 
     Em relação à imagem acima, só quem acompanhou o futebol na década de 80 e 90 irá entender. Quem souber a resposta irá ganhar um livro Mente Dividida em PDF. É só enviar a resposta nos comentários. Os três primeiros que responderem ganharão. 

BBP Big Brother Paranoico
    Onde moro tenho vizinhos que trabalham muito, chegam cansados do trabalho por volta das sete horas da noite. Não sou muito de conversar com eles, prefiro manter certa distância, pois, não sei se é por que tenho cara de idiota ou um outro motivo, os vizinhos estão sempre me pedindo favores. Quando não é dinheiro, pedem para consertar alguma coisa, uma ferramenta, fita crepe, isolante, ebulidor, etc...
    Para mim é extremamente difícil pedir algo emprestado, a não ser em caso de urgência mesmo. Alguns vizinhos seio um pouco acomodados mesmo.  Por exemplo: os caras não querem fazer uma vaquinha para comprar uma vassoura, mas têm dinheiro para comprar a erva danada, e, quando compro a vassoura, só faltam pedir emprestado para varrerem seus quartos.
    Já ouvi indiretas sobre uma suposta vida boa que levo, ficando o dia inteiro na internet, assistindo televisão, sem ter que trabalhar. Me pergunto que vida boa é essa, sendo praticamente um prisioneiro, só que sem grades.  Mas para que grades se o que nos prende é um vilão que tememos que é a esquizofrenia? Esse vilão nos permite sair de onde estamos presos, mas nos segue por todos os lugares onde vamos. No meu caso ele não me incomoda tanto quando estou aqui no meu quarto.
    Não trocaria a minha vida antes da esquizofrenia por nada, nem por uma aposentadoria de três salários mínimos. Não tem preço poder andar por ai sem paranoias, despreocupadamente, ir aos shows das bandas que gostamos, ou então ficar de bobeira mesmo, ir ao  zoológico dar pipoca aos macacos ou no parque das mangabeiras, por exemplo.
    Se me fizessem uma proposta, de ter que passar por tudo o que passei durante os surtos para conseguir uma bela aposentadoria, provavelmente a minha resposta seria não, pois tenho certeza de que não conseguiria passar por todo aquele sofrimento físico conscientemente. Quando estamos fora da realidade perdemos a noção de muitas coisas, e conseguimos andar por vários quilômetros sem parar para descansar, por exemplo. No meu caso a sensação de fome desapareceu, é como se a região do cérebro responsável por essa parte tivesse sido desativada. Só sentia muita sede.
    Mas me lembro do dia em que andei  praticamente o dia inteiro, das nove da manhã até por volta da uma hora da madrugada do outro dia. Estava sentado em um ponto de ônibus, na BR, em uma cidade no sul de Minas. De repente, um cachorro foi atropelado por um carro que estava em alta velocidade, e ai logo ouvi o dono dizer que a culpa era minha. Se foi alucinação ou não, até hoje não sei responder. Logo pensei que o dono do cachorro iria chamar seus amigos para me linchar, esquartejar, etc. Então peguei a estrada e por todo o caminho ouvia as pessoas falando de mim. E imaginava que eles não só queriam me matar, mas antes queriam que eu sofresse muito, ou seja, seria uma morte lenta e dolorosa. No caminho, parei para comer algumas mangas que estavam deliciosas. Não tem como comparar, as frutas dos supermercados não tem o gosto das frutas tiradas direto do pé e sem os agrotóxicos e outras coisas que são colocadas para crescerem mais e ficarem mais bonitas. As mangas estavam deliciosas mesmo, no ponto, me lambuzei todo, mas, no final, ouvi um garoto, que estava no outro lado da estrada, dizer:
    - As mangas estão envenenadas!
    Não tive dúvidas:  enfiei o dedo na goela e pus tudo para fora, aquelas mangas deliciosas, que as do supermercado não conseguem imitar o sabor e nem o aroma. E foi assim pelo caminho, ouvindo acusações por todos os lados e imaginando o pior, chegando ao ponto de ir à uma delegacia, para pedir ajuda, mas o policial não me deu atenção e então tive que continuar a minha jornada. Por volta da meia noite, cheguei em uma cidade, próxima à Belo Horizonte, e a mania de perseguição estava no seu grau quase máximo. Quando o sino tocou as doze badaladas noturnas, pensei que era o padre anunciando para a cidade que eu havia chegado, e não que o relógio era automático e que realmente era meia noite! A solução que encontrei foi me refugiar no mato, e passei a noite inteira acordado, ouvindo pessoas tramando alguma maneira de me pegar. Assim que o sol raiou continuei a minha fuga dos inimigos que estavam somente em minha mente.
    Por que estou contando esses fatos com detalhes agora? Como disse, não iria aceitar a proposta de passar por tudo novamente em troca de uma boa aposentadoria, pelo simples fato de saber que uma pessoa em condições mentais normais não conseguiria ficar tanto tempo em estado de alerta, ainda mais sem se alimentar. Acho que é a adrenalina e outras inas mais que nos permitem fazer coisas que normalmente não conseguiríamos.
http://super.abril.com.br/ciencia/em-situacoes-de-risco-nosso-corpo-ganha-superpoderes
   Me lembro também dos dias que passei no meio do mato, quando pretendia seguir a pé para o Rio de Janeiro, pois em Belo Horizonte estava imaginando que meus inimigos iriam me pegar mais dia menos dia. Toda noite dormia em um local diferente, para não ser pego. Imaginava que os catadores de materiais recicláveis queriam me matar de qualquer maneira.
   Nesses dias que passei no meio do mato, não comi nada. Tive a sorte de encontrar uma fonte de água para matar a minha sede. Era verão, e o sol estava me castigando e me deixava tonto, estava muito debilitado, havia perdido cerca de 25kg. As noites pareciam intermináveis, principalmente quando chovia. Fazia frio naquele ponto da BR, pois era bem alto o local e cercado de mato. E estava usando apenas uma camiseta e uma calça comprida de praticar esportes. De tarde, por volta das quatro horas, mosquitos de várias espécies, cores e tamanhos me visitavam e não deixavam um ponto do meu braço sem ser picado. Até a calça alguns mosquitos costumavam atravessar com suas picadas...
    Outro "teste" físico que foi dificílimo aconteceu também quando estava no meio do mato. Comecei a imaginar que, para obter a salvação e me livrar de todos aqueles inimigos, teria que alcançar o alto da montanha. Comecei a escalá-la assim que escureceu, pois receava que algum inimigo pudesse me avistar e assim me perseguir. As horas foram se passando, e subia a montanha com todas as forças que haviam me restado. Mas a sensação era de que não avançava, pois o alto da montanha continuava sempre distante. Depois de um certo tempo, o terreno com mato e grama deu lugar a um terreno cheio de pedras pontiagudas. Como estava descalço, retornei ao mato e improvisei um sapato, enrolando capim seco no pé. E voltei a minha peregrinação ao alto da montanha, pois imaginava também que, do outro lado, iria avistar o paraíso e assim me livrar de todo aquele sofrimento. Vejam que a questão mística e religiosa está muito presente neste surto que tive. A verdade é que a montanha está presente em várias religiões do mundo inteiro. Voltando ao assunto, com o passar do tempo, as minhas energias foram se esgotando e o cume da montanha parecia ainda muito distante. Senti que não teria forças para chegar ao final e também não conseguiria voltar ao local onde estava. Deitei-me então naquele terreno pedregoso, me senti como um faquir, pois as pedras eram muito pontiagudas mesmo. E, para piorar ainda mais a situação, formigas começaram a subir pelo meu corpo e a me picar. Não tinha outra alternativa, fiquei a noite inteira me desvencilhando das formigas em cima daquelas pedrinhas pontiagudas...
    Esses foram apenas alguns dos vários "testes" pelos quais passei, até me aposentar. E ainda tenho que ouvir de caras que mal começaram a trabalhar que tenho vida boa... Durante os surtos, não comi o pão que o tinhoso amassou, comi o lixo mesmo... De noite costumava ficar  perto de uma padaria, à espera dos sacos de lixo que os funcionários colocavam na calçada. Tinha que ser rápido, pois o caminhão de lixo não demorava para passar. E encontrava dentro daqueles sacos alguns pães que não estavam velhos, apenas um pouco ressecados. Também costumava encontrar bolos e um certo dia achei um sanduíche ainda quente e inteiro, a dona da padaria provavelmente pediu para colocar lá no saco, pois eu sempre deixava o local limpo, e fechava os sacos de lixo, para não sujar a calçada. Chega a dar um pouco de nojo quando me lembro dessa situação, mas, quando estamos com uma fome absurda, tudo fica gostoso... Me lembro como era difícil passar em frente de uma padaria, ver aqueles pães de queijo novinhos, aquelas tortas de chocolate...
   E, na minha opinião, tão ruim como esse sofrimento físico foi o psicológico. Aliás, era o sofrimento psicológico que me fazia ter o sofrimento físico, pois tudo aquilo que fiz foi para tentar fugir dos inimigos que imaginava estar em toda parte, mas que na realidade estavam em minha paranoica mente.
    E você, abdicaria de uma vida aparentemente normal, sem paranoias, com saúde mental, e principalmente paz, para ter uma aposentadoria de um salário mínimo e ainda ser prisioneiro de uma doença chamada esquizofrenia?
    Não quero dar uma de coitado, mas precisava desabafar, pois é complicado ouvir indiretas de caras que mal começaram a trabalhar e pensam que tenho uma vida boa, que nunca precisei trabalhar e que foi só ir ao INSS e dizer que estava doente para me aposentar. Tudo isso que descrevi é apenas uma parte do que passei, me considero não um vitorioso, apenas um sobrevivente de uma aventura em um mundo desconhecido chamado esquizofrenia.
     E ainda temos que conviver com a falta de compreensão da sociedade, que imagina que o que sentimos é frescura, que não existe o sofrimento mental. É fácil ser compreendido quando não temos uma perna ou braço, mas quando temos algum tipo de transtorno psicológico somos chamados de preguiçosos, que queremos ter vida boa, etc.. É óbvio que não quero comparar o sofrimento físico como mental, imagino como deve ser uma vida de uma pessoa sem uma perna, por exemplo. Confesso que chego a ficar com vergonha quando vejo na TV exemplos de pessoas que superaram suas deficiências físicas e conseguiram dar a volta por cima e ter uma vida praticamente normal. Mas a mente humana ainda é um mistério para a psiquiatria...

Livro Mente Dividida
    Por falar no que passei, ainda estou disponibilizando o livro Mente Dividida, em que narro tudo o que passei, antes, durante e depois dos surtos até o momento em que me aposentei. Para maiores informações é só clicar no link (palavras na cor azul) ou então no anúncio no lado direito da página.
O livro tem 127 páginas e conta um pouco da minha relação com o transtorno. Se a Bruna Surfistinha pode narrar suas aventuras e até a Geysi Arruda também, por que não posso escrever um pouco do que passei e, que posso ajudar um pouco as pessoas com a minha experiência?
    Também escrevi um outro livro, chamado "Divagações Esquizofrênicas", que é uma compilação do blog, em que seleciono as postagens relacionadas com o tema esquizofrenia, já que também escrevo sobre outros assuntos. É uma boa para quem não gosta de ficar muito tempo em frente de uma tela de um computador. Maiores informações no link abaixo, só que ainda tenho que pedir que me enviem um comprovante do pagamento, podendo ser uma foto ou então scanner, pois tentei usar o internet banking e o pessoal da caixa pede para baixar um plugin para o computador e que deixa a internet muito lenta. Retirei o plugin mas a lerdeza continuou, e tive que formatar o notebook Pesquisei na internet e isso aconteceu com muitas pessoas, e com outros bancos também.
http://memoriasdeumesquizofrenico.blogspot.com.br/2015/09/adquira-o-livro-mente-dividida-atraves.html


A crise tá braba...
   Bem, esse blog é um blog sem regras, sem muitas pretensões e sem muitas regras. Falo sobre esquizofrenia e outros assuntos, pois a minha vida não se resume somente a esse transtorno, só uns 90%...
   Sempre usei desodorante barato, de embalagem plástica. Usava um que não tinha perfume, pois o cheiro desses desodorantes mais baratos são um pouco fortes. A marca que usava era boa, não manchava a camisa e não deixa o cecê tomar conta do nosso corpo. Mas, com o tempo foi se tornando cada vez mais difícil encontrá-lo, até saber que a fabricação dele já havia se encerrado.
O jeito foi investir em um desodorante spray mais caro, com um perfume menos forte. É caro, para quem ganha um salário mínimo, custa cerca de 13 reais(pelo menos mês passado era esse o valor...)  E durava exatamente um mês. Mas já repararam que nos comerciais desses desodorantes os caras ficam meia hora direto apertando o spray? E o que fazemos? A mesma coisa, meio que inconscientemente, mas fazemos. Resolvi fazer um teste, dar apenas dois jatos breves nas axilas. E não é que me protegeu, mesmo quando jogava um futebol? E agora o spray chega a durar quase dois meses... É isso ai, é o blog do esquizo, com dicas de economia para você.

   E, como a crise tá braba, tento ganhar algum dinheiro extra para me manter. Agora estou formatando computadores e notebooks a preço sem concorrência no mercado!!! Garanto bom preço e qualidade no serviço. Já havia feito alguns cursinhos, mas coloquei tudo em prática usando o meu notebook. E hoje aprendi a formatar com o windows 10, o 8, o 7 e até com o velho e bom windows xp, que é o que estou usando no momento. Só que dei uma incrementada no visual dele, usando o tema do windows vista, que foi um fracasso de vendas por parte da microsoft. Quem for de  Belo Horizonte e estiver precisando formatar seu computador ou notebook pode entrar em contato comigo pelos comentários do blog ou então por email:
juliocesar-555@hotmail.com
atualmente estou usando o "X-Vista" o xp com o visual do vista

15 comentários:

  1. Que bom vê-lo escrevendo com bom ânimo e cheio de planos, Júlio!
    Gostei muito, também, de reler o que você passou no seu surto, pois é sempre um aprendizado.
    Um 2016 cheio de tudo de bom pra você...

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    1. Olá
      Obrigado, esses dias até que meu ânimo melhorou um pouco, final de ano é um pouco complicado, não só para mim, como para várias pessoas que não acreditam nesse tal de espírito natalino que faz todo mundo ficar bonzinho.
      Relatei um pouco do que passei, como para tentar mostrar que a vida de aposentado não é nada fácil, que as coisas não são simples como muitos pensam, que é só chegar no INSS e dizer que está doente.
      Relatei também por que foi uma história interessante, de sobrevivência mesmo no meio de uma guerra, onde o inimigo era invisível, para piorar a situação. O resto contei tudo (ou que deu para descrever) no livro.
      Um bom ano para você também.

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  2. Seleção Brasileira de "Júnior"! Essa é boa! Júnior foi um jogador craque do Flamengo nas décadas 80 e 90! Logo, uma seleção Brasileira de Júnior significa uma seleção com 11 "Júnior"! Você é flamenguista?

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    1. Isso mesmo, Júnior, o grande capacete, foi um dos melhores laterais que o Brasil já teve. Em relação ao time que torço, prefiro não comentar shasuahsuashasuhasuahs
      Mas você ganhou o livro, depois é só enviar o seu email nos comentários, só para enviar mesmo, não irei postar aqui.

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  3. Caro Julio, há cerca de dois anos descobri seu post,não me sentia livre o suficiente para expressar sentimentos mais agora o farei.
    Primeiro quero agradecer a você pelo empenho em compartir com o mundo sobre algo tao particular, esteja seguro que ajuda e também ensina muito a todos que leem seus comentários. A forma inteligente, transparente, humana que você escreve me dá recursos para entender um pouco mais meu filho de 25 anos que sofre dese os 20 mais uma vez, Obrigado!! Deus te abençoe muitíssimo, e te guarde.

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    1. Olá
      Fico muito feliz em saber que estou ajudando de alguma forma as pessoas que têm uma relação direta ou indireta com a esquizofrenia. E é a razão de estar escrevendo este blog até hoje. São quatro anos que procuro da melhor forma escrever as postagens e também responder os comentários. Não ganho dinheiro com o blog, seria necessário milhares de visualizações por dia, mas isso não tem muita importância. Só o fato de saber que estou ajudando um pouco as pessoas faz a minha vida ter um pouco de sentido, e isso também me ajuda e muito, ou seja, o blog é uma experiência que consiste em uma ajuda de mão dupla.
      Obrigado.

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  4. Parabéns pelo blog!! Com certeza ajuda muitas pessoas. Abraço.

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  5. Estava querendo tomar um antidepressivo pra tratar dos sintomas negativos...aí li esse artigo abaixo e desisti. http://m.oglobo.globo.com/sociedade/saude/antidepressivos-trazem-mais-prejuizos-do-que-beneficios-2896469

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    1. Já cheguei a tomar a fluoxetina, por volta do ano de 2003. E funcionou no início, mas foi como um placebo. Na verdade, fiquei feliz por ter finalmente conseguido a receita do prozac, a tal "pílula da felicidade". Tempos depois voltei a tomar, e não senti nenhuma diferença. Realmente creio no efeito placebo, e as propagandas da indústria farmacêutica colaboram e muito para isso. Também não tomo mais antidepressivos, não fazem milagres.

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  6. Obrigada por partilhar muitos dos dilemas que uma pessoa com esquizofrenia enfrenta na sua mente.
    Infelizmente à muita falta de informação nesta área, e muitas vezes as pessoas com problemas preferem não partilhar carregam esse fardo sozinhas, quando nós podemos ajudar também.
    A minha mãe tem esquizofrenia e por muito que eu tente, ela não fala comigo...acho que sente vergonha, apesar de eu a tentar fazer perceber que pode confiar em mim.
    Esta semana lembrei-me que se calhar era bom para ela ter um diário, e ir registando lá os pensamentos que lhe vão passando pela cabeça .. daqueles com cadeado e tudo, para que ela não se sinta receosa de que o poderemos ler..
    Não sei se ela vai gostar da ideia, mas acho que vale a pena tentar :)
    Também poderá ser útil como ferramenta para as consultas de psiquiatria, penso eu, assim a especialista pode ver com ela aspectos nos quais ela está a precisar de ajuda .
    Gostei muito do teu blog, descobri-o precisamente quando procurava estudos relacionados com implementação de diários para pessoas com esquizofrenia :D
    Espero que continues a publicar e desejo muita força para esta luta de vida,
    como digo sempre à minha mãe, o importante é fazermos o que nos deixa feliz, às vezes são coisas pequenas... mas quando as descobrimos, fazem toda a diferença ;)

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    1. Olá
      O preconceito é muito grande, e o estigma também, por isso as pessoas com esquizofrenia preferem esconder o fato e se isolarem.
      Sem contar as chacotas que podemos sofrer. Se por acaso errarmos, provavelmente as pessoas irão dizer: "É um louco, deveria estar preso em um manicômio"...
      Essas pessoas que falam isso parecem que não sabem como as celas dos presídios estão lotadas de pessoas "ditas normais" e também não vêem os noticiários na TV e não leem os jornais.
      Em relação ao diário, é uma boa ideia, no meu caso em particular escrever funciona como terapia, é bom colocarmos para fora nossos sentimentos e pensamentos de alguma maneira.
      Espero que sua mãe tenha melhoras e parabéns por estar em busca do melhor para ela.
      Obrigado

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  7. Olá, Júlio César!
    Parabéns pelo que você escreveu.
    Você é um homem que além de inteligente, visivelmente percebemos que é super sensato.
    \muito bom ler o que você escreve.
    Abraço,
    Mauro Lôbo

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    1. Obrigado, não sou assim tão sensato, mas procuro aprender com os meus erros, e hoje, com quase 50 anos, creio que aprendi bastante com tudo o que passei nesta vida. E creio que ainda tenho muito mais a aprender, a vida é isso mesmo, uma caminhada onde a cada instante aprendemos algo, às vezes temos que dar algumas paradas, para um descanso, e depois continuamos.
      Obrigado pela visita ao blog

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  8. Olá Julio. Voce é casado ou tem filhos? Pergunto porque pela depressaou eu me isolei e fiquei sem me relacionar um tempo.

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    1. Não sou casado, mas creio que não seja totalmente por conta da esquizofrenia. Quando tinha energia e ânimo, tinha prazer em viajar, conhecer novos lugares e pessoas, não gostava muito de rotina não. Hoje em dia, já um pouco mais quieto, prefiro ficar no meu cantinho, e convivo bem comigo mesmo e com os meus pensamentos.

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