segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Zyprexa

    Continuando a minha saga sobre as minhas frustradas e decepcionantes experiências com os antipsicóticos, irei descrever neste post a minha curta relação com o medicamento mais caro que já usei: o zyprexa, também conhecido como olanzapina.
    Devia ser o ano de 2008. Após várias tentativas frustradas com vários medicamentos, a psiquiatra sugeriu que eu experimentasse um novo antipsicótico que poderia me ajudar a resolver um pouco as minhas paranoias e outros pensamentos e comportamentos relacionados à esquizofrenia.
    Os surtos já haviam cessado, mas, infelizmente a esquizofrenia não é somente isso: é também a sacana da mania de perseguição, os delírios e o isolamento proveniente de acharmos que ninguém gosta da gente.
    E, para piorar, ainda tem os chamados sintomas negativos, que até hoje não sei dizer se são menos ruins do que os positivos. Nos sintomas positivos, surtamos, caímos e vamos para o fundo do poço, mas temos força para levantar e continuar a jornada. Confesso que os delírios de grandeza já me ajudaram a enfrentar diversos obstáculos e dificuldades em minha vida. Pensamos que podemos fazer tudo, que somos imbatíveis, que nada nos atingirá e que somos protegidos por uma força sobrenatural. Eu sempre costumava dizer que o meu anjo da guarda era muito forte. Até hoje eu acredito em anjos e creio que tem um que me protege dia e noite, mas acho que ele está querendo pedir aposentadoria, alegando stress e excesso de trabalho. Mas hoje estou mais quietinho e a minha fé não é a fé cega e irracional.
    Já nos sintomas negativos, tudo fica mais difícil. Qualquer coisinha se torna um enorme obstáculo para realizarmos qualquer tarefa. A falta de energia e motivação nos fazem pensar que estamos com depressão ou uma doença física mesmo. Ainda tem o embotamento afetivo, que não nos deixa achar graça em nada.
era assim que eu me sentia nos delírios de grandeza
    Era mais ou menos assim em que me encontrava naquele ano. Não tinha surtos, mas as paranoias me faziam um prisioneiro de mim mesmo,  vivendo trancado em meu quarto. Algumas vozes comentaristas ainda davam as suas caras. Por exemplo: certo dia, ao me pesar, notei que havia emagrecido dois quilos. Naquele mesmo instante me lembrei de experiências passadas em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, onde rolava um boato de que eu tinha o vírus da aids. Então, ao sair da farmácia, a voz me disse:
    - Ele está com aids! - a voz desta vez falou em um tom mais exaltado, por isso coloquei a exclamação. Geralmente as minhas vozes comentaristas são calmas.Na hora, claro, pensei que fosse um funcionário da farmácia que havia dito aquilo, mas hoje, analisando a situação, sei que foi apenas mais uma alucinação auditiva.
     Então a psiquiatra, que foi uma das mais atenciosas com quem já consultei, preencheu um enorme formulário e pediu que eu o levasse para a cidade vizinha de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.
O remédio seria fornecido gratuitamente pelo governo, já que cada caixa custava 800 reais na época. Até fiquei me sentindo uma pessoa importante. A princípio fiquei assustado com o valor do medicamento, mas depois me animei, imaginando que se tratava de algo muito bom e diferente de tudo o que eu já havia experimentado (melleril, haldol, stellazine, orap, etc).
    Depois de quase um mês, o medicamento chegou no lugar onde eu fazia as minhas consultas. Minhas esperanças se reacenderam, estava cansado e triste de não conseguir mais andar pelas ruas sem que a mania de perseguição me perseguisse. Também queria voltar a frequentar lugares que antes gostava de ir: shows, parques, e às vezes igrejas.
    Em 2007, o time do meu coração(não vou falar qual é) jogou em Ipatinga pelo campeonato brasileiro daquele ano. O estádio municipal ficava à cerca de 300 metros de onde eu morava, e o ingresso ainda não era tão caro naquela época. Mas, mesmo assim, não fui, apenas escutei pelo rádio, e dava para escutar os gritos da torcida vindos do estádio quando alguém marcava um gol. Foi ai que percebi que o caso ainda era grave, o que havia mudado eram os sintomas.
    Voltando ao zyprexa, me lembro muito bem de quando o experimentei pela primeira vez. Era uma sexta feira e realmente estava muito esperançoso. Então, todo contente engoli aquele comprimido que custava cerca de 26 reais cada um. Não demorou muito e apaguei. No dia seguinte continuei apagado, simplesmente não tenho recordações do sábado. Acho que dormi o dia todo, só acordando no domingo de manhã, eu acho. Acordar até que não é difícil quando tomamos antipsicóticos fortes e doses grandes, o problema é levantar. Simplesmente não tinha forças para sair da cama e então continuei a minha soneca. De tarde, como se estivesse com dengue e bêbado ao mesmo tempo, fui me arrastando até a mercearia para comprar um "lideleite" e um bolo para dar uma enganada no estômago, pois não estava com muita fome, a única coisa que queria era voltar para os braços de Morfeu (clica no link para saber o significado da frase, para não pensar outras coisas rsrsrs).
 
esse é o único efeito colateral do zyprexa que tive...

    Na segunda feira acordei por volta do meio dia. Estava lento, mas já estava bem melhor. Consegui me deslocar até o restaurante popular da cidade e, aos poucos, a ressaca do medicamento foi passando. Não tive coragem e nem vontade de tomar mais um comprimido daquele verdadeiro sossega leão. Fico assustado e incrédulo quando ouço uma pessoa dizer que toma esse medicamento e está bem na minha frente, falando normalmente e sem cara de sono! Eu nunca iria me "adaptar"(ou viciar mesmo) ao medicamento. Provavelmente iria morrer de inanição, pois, como moro sozinho, tenho que me virar e fazer as minhas coisas. E também tinha que ser acordado para tomar o remédio na hora certa...
    Talvez eu seja do grupo de pessoas mais sensíveis aos medicamentos. Já vi nos comentários do blog uma pessoa dizer que existem pessoas com o metabolismo lento e que precisam de doses menores de antipsicóticos para se estabilizarem. Na minha cabeça paranoica e hipocondríaca, eu tenho um problema de saúde qualquer que me impede de tomar esses remédios. Penso que tenho um troço qualquer no coração, sei lá. Já fiz alguns eletrocardiogramas, vários hemogramas e tudo está sempre normal, com exceção dos triglicerídeos. Costumo comer muito doce, confeitos de padaria e massas para ficar mais animado e aumentar os níveis de serotonina e outras 'inas' no cérebro.
   Então, depois de mais uma frustrada tentativa, devolvi a caixa para a psiquiatra, para repassá-la a quem precisasse e aguentasse tomar esse antipsicótico tão caro e que me havia deixado tão esperançoso. Até hoje me pergunto como um comprimido possa melhorar esses meus pensamentos que creio que foram resultado de muitas experiências negativas ao longo da vida...
   Bem, o que acabei de relatar foi apenas a minha experiência com mais um medicamento. Não deu certo para mim, mas isso não quer dizer que isso vá acontecer com todo mundo. A única coisa que tenho certeza é de que falta muito para encontrar se não a cura, pelo menos um melhor controle dos sintomas da esquizofrenia, sem interferir muito na qualidade de vida dos portadores.

31 comentários:

  1. Oi Júlio!
    Entendo sua experiência com a olanzapina. Realmente a "adaptação" de um antipsicótico varia de pessoa para pessoa. Eu já usei vários, e não tive problemas com nenhum deles, em especial no que se refere ao sono. Nem o Haldol decanoato, que tem fama de deixar o paciente robotizafo, me trazia problemas. No entanto, atualmente uso a olanzapina - 2 comp. de 10mg - além de outros e, sinceramente, sofro é de insônia. Nem o rivrotril dá jeito. O médico sugeriu introduzir Clozapina, mas tenho receio. Meu caso é para estudo...

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  2. A terceira melhor coisa para se fazer no mundo é dormir. O zyprexa como e contrário de outros psicotrópicos causa muita sonolência, mas uma sonolência na qual a qualidade de atividade do sono não a tipica química, o sono da olanzapina é de qualidade natural, é o bom o velho sono revigorante. Além disso a olanzapina amim, atua como anti depressivo e muito efetivo no quesito anti psicótico. Sim é verdade, ela deixa por muito tempo sonolento, mas ressalto que se administrada na dosagem certa e período certo ela se torna imbatível no tratamento. Administrada as 20 horas todo dia, tem se um bom sono, durante a noite, a manha é um pouco prejudicada, mas durante o período vespertino a pessoa fica super disposta. Tudo é adaptação, como disse o rapaz do primeiro comentário, mas amim que usei praticamente todos os antipsicóticos, a olanzapina no principio do tratamento foi diferente. Tenho 7 anos de tratamento com olanzapina.

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    1. Dormir além de ser um prazer é uma necessidade. Eu desisti dela por que foram dois dias e, para quem mora sozinho, não dá, prejudica a alimentação e outras coisas mais. Mas a minha intenção é apenas relatar as minhas experiências com os medicamentos, como disse no final, se aconteceu comigo não é sinal que vá acontecer com todo mundo, já que cada pessoa responde de maneira diferente aos medicamentos. Obrigado pela visita ao blog.

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    2. Olá, comigo aconteceu a mesma coisa. Dormi dois dias seguidos, um sossega leão. Falei com meu psiquiatra que não queria mais. Agora tomo rivotril, e sertralina durante o dia. Mas tenho tido dias terríveis. Uma tristeza na alma. É horrível. então durmo até 12hs quando pego no sono já são 04 da manhã. Hj resolvi tomar um olanzapina pra ver se eu durmo melhor novamente. Mas estou cansada de tudo.

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  3. Olá Júlio, não sofro de esquizofrenia, mas já me apaixonei por alguns. Gostei demais de seu blog e sempre achei as doenças da mente as mais sérias e merecedoras de atenção. Fiquei feliz em saber que você não parou de escrever. Abraços!

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    1. Obrigado. Muitas pessoas que frequentam o blog são namoradas ou ex namoradas de portadores de esquizofrenia. Infelizmente esse transtorno dificulta e muito o relacionamento com as outras pessoas. Realmente todas as doenças são complicadas, mas as mentais a ciência ainda está engatilhando no que se refere ao tratamento e conhecimento. Abraços

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    2. Olá, colega! Meu esposo foi identificado com transtorno de adaptação e a médica passou o Axonuim, que é a mesma substância. Mas ele tem alguns comportamentos que acredito serem de esquizofrenia. Estou muito preocupada porque ele não quer nem falar comigo e queria ajudar mais... como faço?

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    3. Olá
      Muitos dos sintomas que as pessoas que tem esquizofrenia têm a maioria das pessoas também têm, a diferença está no nível de gravidade desses sintomas. O que pode piorar a situação é o receio que a pessoa que tem esses sintomas leves de desenvolver um quadro de esquizofrenia. Só o fato de pensar que possam ter esquizofrenia, essas pessoas podem ficar neuróticas e até piorarem mesmo.
      Em relação ao fato dele não querer falar com você, gostaria muito de poder ajudar, mas só com base nesse relato fica difícil ajudar.
      Obrigado pela visita ao blog.

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    4. Agradeço o retorno do comentário. Gostaria de manter contato com vc, pois quero muito ajudá-lo, gosto de verdade dele e não quero abandoná-lo. Há algum e-mail que possamos conversar?

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  4. Ao amigo "Julio Farias" com 7 anos de tratamento com olanzapina, teve algum efeito colateral referente a discinesia?

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    1. Não sou o Júlio Farias, mas faço uso da olanzapina há muito tempo. No meu caso, os efeitos colaterais foram: engordei cerca de 10kg, ganhei 13cm de circunferência abdominal e um pouco de dificuldade de ereção.Contudo, não posso afirmar que são efeitos exclusivos da olanzapina, uma vez que atualmente tomo, diariamente: 20mg de olanzapina, 100mg de fluoxetina, 150mg de Clô e 8mg de clonazepam.

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  5. Júlio,
    Não acho que sejas fraco para remédios. Cada organismo reage de um jeito. Como falei, não tenho problemas com antipsicóticos, antidepressivos etc. No entanto, quando o assunto é combater a insônia, meu organismo é fraco. Já tomei vários, por isso creio que a melatonina também. Com exceção do clonazepam, todos provocavam fortes dores de cabeça. Hoje nem o clonazepam funciona mais...
    Abraço.

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  6. Olá Júlio, parabéns pelo blog! Sempre que posso entro para ver se tem alguma atualização.
    No começo do meu tratamento eu tomava Zargus (risperidona) fiquei por cerca de 10 meses com vida normal (saia de casa sozinho para trabalhar), depois veio um novo surto e troquei de medicamentos umas duas a três vezes. Hoje tomo Saphris(maleato de asenapina), um medicamento sublingual, acho que ajuda muito no meu tratamento não sei como ficaria sem medicamentos.Hoje tomo 6 medicamentos diferentes. (Não sou exemplo a se seguir afinal tomar tantos remédios).
    Apesar dos medicamentos não consigo ter uma vida normal, não saio sozinho de casa, não estudo, não trabalho, é muito dificil. No melhor momento da minha vida eu perdi tudo devido a minha doença, minha carreira acabou.
    Júlio, você já tomou Zargus? Conhece o Saphris?
    Como você lida com as perdas que a doença gerou? Você já chegou ao limite em pensar em dar um fim a sua vida devido ao impacto da doença? ( Fique tranquilo que eu não penso nisso, já pensei mais isso passou).
    Muito sucesso com o blog e o livro.
    Ainda não li o seu livro, mas pretendo ler em breve.
    Até mais!

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  7. 8 mg de clonazepam? Caraca!!!! Vai ter muitos efeitos colaterais na esfera sexual mesmo...

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  8. Tomo a muito tempo. Mas funciona somente como paliativo.

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  9. Aumentou minha fome e subi de peso.

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  10. Julho , de boa , vc vai viver na insanidade ? No vazio sem sentimentos ou com sentimentos excessivos ?
    Olha esquizo somos é fato , mas a olanza consegue te trazer de volta a realidade a fase positiva onde você entende o mundo , a fase negativa é muito perigosa ! Você pode nunca mais sair dela nessa vida ! Aí vai se afastando e acaba morto em uma cama sem conseguir se levantar ! Pelo menos a olanzapina vai fazer o cara comer usei por 15 anos , parei e voltei fiquei um ano sem medicações e voltei a esquizofrenia vendo aranhas no teto , dirigindo e vendo fadinhas krai ! Vê só , toma a olanza , faz o que fazia , pega um comprimido de 2,5 mg usa a noite , se sedar demais quebra o de 2,5 no meio zé , fica 1,25 foi desse jeito que usei 14 anos pô , não tome 10 mg , vc nunca vai levantar da cama !

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    1. Me desculpe, mas esse medicamento só me faz dormir, e isso não é vida. Além de caro, ele anula tudo no que se trata de sentimentos e emoções. Acaba com as paranoias, mas também acaba com a minha vontade de realizar qualquer tarefa. Pelo menos foi isso o que aconteceu comigo, não estou querendo dizer que vá acontecer com todo mundo.

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  11. Julio , tem a quetiapina que é antidepressiva , a paliperidona , e o sus da de graça ( só não da a paliperidona ) vai tateando a dose que dá , teve tempos que só tomava uma vez por semana 10 mg ! As sextas feiras ! Eu tome 100 de quetiapina e fico acordado o dia inteiro , fico de boa ! O problema é distinguir o real do ireal , é muito perigoso ! A qjetiapina é o unico dopaminérgico que é antidepressivo ! Outra coisa mande o estado dar seu remédio , ele sai de graça !

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    1. Já usei a quetiapina também, e me dava uma fome absurda, além do problema de saúde, não tenho condições financeiras de matar a fome que a quetiapina me dava...
      Além do estado ter que fornecer este medicamento, teria que pagar as minhas despesas, principalmente na padaria, pois a vontade era principalmente de comer doces.
      Mas mesmo assim obrigado pelas dicas, sempre costumo dizer que, se não funcionou para mim, não quer dizer que não vá funcionar para os demais. Temos que tentar.

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  12. Olá sei bem como é essa situação. Meu marido tbm tem esse problema e todo mês a msm coisa troca de medicamentos e n resolve . N aguento mais essa tristeza de ver ele assim. N temos momentos felizes Nossas conversas são sobre remédio e psiquiatra. Já falou vários vzs em suicídio mas converso bastante e tiro as idéias da cabeça dele. E vamos levando até da certo a medicação. Abraços

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    1. Olá
      Mas já tentou outras alternativas? O ômega 3 com exercícios físicos pode ser uma boa. E também alimentos ricos em vitamina b. E também ocupar a mente com algo que ele goste. Claro que tudo isso depende e muito de uma boa condição financeira. Por exemplo, o ômega 3 hoje em dia tem muitas falsificações, e o verdadeiro e de boa procedência costuma ser um pouco caro, mas vale a pena tentar. É um ótimo alimento para a mente.

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  13. Estou tomando a olanzapina a um mês, espero que me ajude na depressão, pânico, já senti melhoras, tomo 10mg mais 2 mg de rivotril em duas tomadas, seu blog ajuda muito Júlio, parabéns pela força na alma.

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  14. Olá, a todos! Entrei casualmente aqui e gostei do blog. Sou o mais velho de meus irmãos e aquele que resolve tudo para todos os demais. MAS por trás dessa fortaleza toda, existe um ser frágil que tento esconder a todo custo. Tornei-me anti-social e afastei-me de todos os meus amigos sem motivo aparente; só suporto a presença de minha família porque moro num sítio e todos vêm nos finais de semana; tenho um medo insano das pessoas; ultimamente ainda conduzo veículos mas com certo receio; sinto medo de morrer, acompanhado de tonturas e suor frio que passam em instantes; tenho muitos pensamentos negativos e complexo de inferioridade; apesar de ter estabilidade financeira mas não ser rico, tenho tudo o que sempre sonhei. Com frequência faço exames rotineiros (coração, sangue, urina, raios-X, etc. e tudo normal). Tenho vergonha de contar a alguém. Aposentei-me muito jovem (46 anos) e a partir daí começou tudo.
    Alguém pode me dar alguma orientação? Será que tenho algum distúrbio mental? Que tipo de profissional devo procurar? Att.: J Carlos

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    1. Olá seja bem vindo ao blog.
      Não tenho o conhecimento necessário para dizer se você tem algum tipo de distúrbio mental ou não, mas os profissionais dizem que, quando um pensamento constante começa a prejudicar a vida de uma pessoa, pode ser sim um indício de que algo não está indo bem na parte psicológica. Não seria esse isolamento a causa? É que você relatou que esses pensamentos começaram depois que você aposentou. Mas talvez seja apenas uma neurose, mas de qualquer jeito é bom dar uma olhada nisso, pois uma neurose que não é cuidada pode um dia evoluir e se tornar algo mais sério. Seria bom você conversar com uma psicóloga, tentar se socializar mais(claro se isso não for muito estressante, pois no meu caso é bem difícil fazer isso).
      Tente primeiro todas as alternativas antes de pensar em tomar medicamentos para isso. Hoje em dia estão banalizando qualquer coisa, e tudo é motivo para usar esses medicamentos.
      Obrigado pela visita ao blog e espero que os leitores também possam te ajudar com as suas experiências.

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  15. Oi meu nome é lidia, minha mãe tem esquizofrenia e alguns meses ela esta tomando olanzapina de 10mg ela ñ se sente bem quando toma sente muito sono, vontade se ficar só deitada no quarto, anda bem devagar, tem prisão de ventre, ñ sente vontade de tomar banho e etc. Eu acho q se diminuisse a dose de 10mg para 5 ou 2mg ela ficaria melhor, como ela esta sentindo esses sintomas ela esta com medo e quer parar de tomar.

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    1. Olá
      Seria uma boa mesmo, ou diminuir a dose, ou tentar trocar a medicação, pois, pelo seu relato, a sua mãe teve a mesma reação que a que relatei, ou melhor dizendo, nenhuma reação, só a vontade de dormir mesmo. Tente agendar uma consulta com o psiquiatra antes da próxima consulta, para tentar diminuir a dose, fale que está dando mais sono do que os outros medicamentos. No meu caso foi o que mais deu sono mesmo, foram quase dois dias seguidos. Eles dizem que com o tempo isso irá passar, mas creio que isso seja um preço caro demais para se pagar para não surtar. Talvez se tomar 2mg por volta das sete da noite dê para acordar não muito tarde no dia seguinte. É só uma sugestão, pois sou apenas uma pessoa que também está na mesma situação, mas que entende um pouco dessas reações. Obrigado pela visita ao blog.

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  16. Meu filho esta assim dorme dorme ele toma 20mg de olanzapina estou preucupada e muito

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    1. 20mg???
      Procuro sempre tomar muito cuidado na hora de opinar sobre os medicamentos, pois não sou um profissional da área. Mas, sinto-me sim na condição de pelo menos tentar sugerir algo. No caso do seu filho, acho que sim tenho o direito de falar sobre, pois, sei que, por experiência própria é uma dosagem muito forte, independente do caso. Com 10mg eu dormi praticamente dois dias seguidos, imagine então com 20mg? Claro que existem fatores como a idade, o organismo de cada pessoa, por isso não se deve padronizar tanto assim a dosagem. Mas 20mg é dose pra leão, me desculpe esse psiquiatra que receitou... Se eu fosse você, tentaria dialogar com ele para pelo menos tentar diminuir para 10mg ou então tentar um outro antipsicótico.

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  17. Olá! Bom podercompartilhar nossas histórias. Percebo que não estou só. Meu filho está usando olanzapina há cerca de 3 anos. Ele tem 25 anos e os sintomas da esquizofrenia vieram junto com a dependência química de múltiplas drogas. Apresenta várias reações ao medicamento, como aumento peso, barriga inchada e sono, mas ainda assim é o remédio que mais ajuda a tirar das ruas. Quando foi interrompido o tratamento ele parou até de falar conosco. Ele estudava e trabalhava, tinha namorada, vida normal. Hoje fica em casa tempo todo e não tem vontade para nada. Quando estava quase voltando ao trabalho teve outra recaída e aí aumentamos a dose. Prefiro ver ele dormindo do que não vê lo mais. Tenho fé que com o tempo a medicação pode diminuir os sintomas das doenças e ajudá lo a ter vida melhor.

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    1. Entendo bem a sua situação. Creio que se fosse comigo também faria a mesma coisa. Acho que não há coisa pior do que ver um filho se perdendo para as drogas. E, como você disse, com o tempo e a estabilização pode se ter a possibilidade de ir diminuindo a medicação aos poucos. E ainda quem sabe pode aparecer medicamentos com menos efeitos colaterais.
      Obrigado pelo seu depoimento e continue na luta.

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