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Mostrando postagens de Setembro, 2014

Missão quase impossível?

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A coisa está tão complicada que estou cogitando ir à igreja de São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis. Estou tão deprê que penso que esse lance de inferno astral não é realidade mesmo. A tristeza, aliada à mania de perseguição, me faz pensar se alguém não colocou algo em minha comida para me envenenar. Já deixei de frequentar certos lugares, e presto muita atenção quando peço algo em um estabelecimento: quando como um pão com manteiga, sigo sem desgrudar os olhos as mãos da balconista.
    Penso em voltar a tomar a sertralina, mas não quero ficar dependente de remédios. Usei esse medicamento uma vez, e me lembro que deu até um resultado. Certo domingo me peguei achando graça naqueles programas que passam de tarde, parecia que estava usando alguma droga para ficar feliz. O momento é complicado, estou ciente disso, e sei que antidepressivo não vai resolver estes problemas de origem financeira. Morar em albergue tem a vantagem de não se ter muitas despesas, mas não adianta se…

Divagações esquizofrênicas

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As pancadas que a vida nos dá


   Estava meio pra baixo(totalmente, para falar a verdade) quando vi a frase acima em um jornal que costumo comprar, aqui em Belo Horizonte. Ele custa apenas 25 centavos, até que tem algumas coisas interessantes, mas não foge muito do formato que atrai a maioria das pessoas: tragédias, futebol e fofocas de famosos, principalmente mulheres.     Tirando as fofocas e os crimes, até que dá para se ler alguma coisa: cultura, notícias interessantes e as palavras cruzadas de nível de dificuldade médio.
     Incrível como as palavras tem uma força, um poder invisível e às vezes invencível de nos motivar ou nos afundar mais ainda.      Acho que fiquei uns 15 dias nesta fase meio down. Às vezes chego a pensar que sou bipolar. Nem participei do campeonato de futebol entre os "cersams" de Belo Horizonte. Estava muito animado para participar, incentivei a galera para treinar para não fazer feio, mas, no dia da primeira partida estava mais sem graça do que o vilã…

O bom filho ao albergue retorna...

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Pela terceira vez volto a este abrigo em Belo Horizonte. A capital mineira tem apenas dois albergues, que é um número considerado baixo, para o tamanho da cidade. Em São Paulo, pelo que deu para sentir, deve ter mais de vinte lugares para ficar em caso de necessidade.
    Na primeira vez, em abril do ano passado, fiquei apenas alguns dias, para me recuperar de uma tendinite que tive na minha primeira viagem, caminho do Padre Anchieta. Estava numa boa, curtindo a praia no simpático balneário de Barra de Jucu, quando bati o calcanhar em uma pedra no fundo do mar. Fui teimoso e percorri os 75km restantes manquitolando mesmo. Me aconselharam na praia a procurar uma UPA, mas todo mundo sabe como é o atendimento nestes lugares... Só procuro a UPA quando o negócio não tem jeito mesmo. Se já é difícil andar com a mochila em plenas condições físicas,  imaginem machucado.
    A segunda vez foi depois da viagem pelo caminho velho da estrada real. Foram 23 dias e 710km de muitas andanças e de m…