quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Haldol


     Hoje irei falar sobre a minha experiência com um dos antipsicóticos mais polêmicos usados no controle da esquizofrenia(aliás, todo antipsicótico gera polêmicas, não existindo uma unanimidade).
    Trata-se do haloperidol, mais popularmente conhecido com haldol. Afinal, ele é bom ou ruim? Faz tanto mal assim? Não sou fã do control v + control c, mas ai vai um pouquinho da história desse medicamento:

    "Foi desenvolvido em 1957 pela companhia belga Janssen Farmacêutica e submetido ao primeiro teste clínico na Bélgica no mesmo ano.3 Foi aprovado para uso pelo Food and Drug Administration em 12 de abril de 1967. O haloperidol tem como mecanismo de ação o bloqueio seletivo do sistema nervoso central, atingindo por competição os receptores dopaminérgicos pós-sinápticos. É, portanto, um bloqueador do receptor D2 da dopamina.4 O aumento da troca de dopaminas no cérebro produz o efeito antipsicótico. O pró-fármaco decanoato de haloperidol, libera lentamente o haloperidol de seu veículo. Em consequência do bloqueio dos receptores de dopamina ocorrem efeitos motores extrapiramidais no paciente."
-Fonte: wikipedia.
-obs: como sempre, a ação do medicamento é o tal do bloqueio da dopamina. Se pegarmos os medicamentos atuais, a história é a mesma... Será que estamos no caminho certo?

    Bem, ele me foi apresentado no ano de 2003, depois de haver tentado por um tempo o melleril, que me deu uma reação adversa bem estranha: na hora do orgasmo sentia prazer normalmente, mas não saia nenhum líquido seminal, a não ser o transparente, que é produzindo naturalmente pelo homem e serve como lubrificante. Com receio de que me pudesse causar problemas mais sérios no meu "brinquedo", resolvi parar com este medicamento. Como já disse várias vezes, depois desse meu primeiro surto eu estava relativamente bem na parte mental e super disposto fisicamente. Foram quatro meses fora da realidade nas ruas e br's de Belo Horizonte. Precisava mais de orientações e informações do que propriamente de medicamentos. Mas a minha primeira consulta foi frustrante e não demorou não mais do que dez minutos. Sai praticamente diagnosticado e com a receita na mão.
    Provavelmente devo ter tomado uma dose de 25mg de melleril, pois não me sentia muito dopado quando o tomava. No primeiro dia tomei um comprimido logo na parte da tarde, assim que saí do consultório. Tinha em mente a esperança que aquela pílula fosse mágica e faria desaparecer todos os meus problemas de origem mental.
    Estava me sentindo muito bem, ser ajudado por tantas pessoas foi o verdadeiro e melhor remédio para sumir com os inimigos que estavam em minha mente. Fui tanto ajudado que cheguei a pensar que o meu caso tivesse sido divulgado na tv ou no rádio. Engordei vinte quilos em um mês. Até que me senti um pouco melhor tomando o melleril, mas creio que o efeito foi psicológico, era como se estivesse tomando placebo. Mas, orientação e informação não tive nenhuma naquela época.
    Então, com medo de que o melleril prejudicasse o meu "brinquedinho", resolvi partir para o haldol, que me foi indicado pelo psiquiatra.  Me lembro que, nos primeiros dias, sentia uma enorme necessidade de ficar andando sem parar. Como estava morando nas ruas, aquilo até certo ponto foi positivo, pois tinha que me deslocar bastante para tomar café, almoçar, tomar banho e achar um lugar tranquilo para dormir. Com o tempo fui descobrindo os "points" ou bocas de rango do pessoal de rua. Belo Horizonte tem muitos lugares para acolher as pessoas que precisam de ajuda, e, claro que neste meio entram algumas pessoas que se acomodam com a situação e nem pensam em procurar um trabalho.
a acatisia atrapalha o sono, deixando nossas pernas inquietas

    Certa noite, na hora de dormir, senti vontade de fazer flexões de braço. Pensava que a minha saúde estava melhorando e que estava ficando forte. Mas, com o tempo a sensação nos músculos foi se tornando bem desagradável, me deixando bastante agoniado. Confesso que dava vontade de chorar. Ora sentia vontade de andar,e, logo depois sentia necessidade de me deitar um pouco. E ficava assim o dia inteiro.
      Quando a sensação atingiu limites insuportáveis, resolvi ir até o hospital Raul Soares:
    -"Tô sentindo um negócio esquisito nos músculos"... disse, mostrando os braços.
    - Você está com vontade de andar sem parar? - me perguntou o psiquiatra.
    - Isso! - disse, num misto de surpresa e espanto, por ele ter "adivinhado" o que eu estava sentindo.
    Ele foi bem mais atencioso do que o médico com quem eu consultava no posto de saúde do parque municipal. Me explicou que eu estava com uma reação adversa chamada acatisia.
     A partir daí comecei a ler as bulas dos medicamentos, que hoje em dia estão mais acessíveis e fáceis de se ler. Lia antes algumas bulas, acho que por ser um pouco hipocondríaco. Incrível como a esquizofrenia traz alguns sintomas de outras patologias. Realmente existe uma tal de síndrome das pernas inquietas. Vivo em meu mundo, e, depois de estudar um pouco o autismo, fiquei com a sensação de que tenho essa patologia também.
    Então, como estava me sentindo bem, resolvi voltar a trabalhar, mesmo ainda não tendo descoberto um medicamento que me fizesse bem sem me causar reações adversas. Voltei para a cidade onde tive o meu primeiro surto psicótico. Experimentei outros medicamentos por lá, mas todos sem sucesso, pois eu tinha que trabalhar, acordar cedo e, nos finais de semana tinha que trabalhar até o sol raiar.
    Certa vez, em uma terapia, a psicóloga conseguiu me convencer que o haldol injetável era melhor do que em drágeas. Como já disse, sou hipocondríaco e gosto de tomar vacinas e injeções, ficando até chateado quando não ganho a vacina contra a gripe. Não fiz objeções e enfermeira então me aplicou o haldol e fui para casa. Não demorou muito e a inquietude começou a me atacar. Era cinco minutos andando sem parar intercalados com cinco minutos de descanso na cama. Chegava a ser desesperador, e não tinha ninguém para conversar sobre aquela coisa estranha que estava sentindo. Não tinha a mínima noção do que fazer, e o atendimento na unidade de saúde era péssimo e a consulta não demorava mais do que cinco minutos. A única coisa que sabia era que o efeito durava um mês.
    Esses dias, além de terríveis, pareciam intermináveis. Não conseguia trabalhar de noite como operador de som. Tinha muito sono e dormia na tampa  da mesa de som, durante o show. Antes, até sem tomar os medicamentos eu chegava a tirar uma soneca, para estar mais disposto na hora de desmontar o som, depois do evento.
    O que eu penso é que os medicamentos modernos tem os mesmos efeitos do que os antigos. É o lance da captação da dopamina, como sempre. Leia a bula de um medicamento dos anos 50 e um moderno. A diferença é que os modernos são bem mais tolerados e tem menos reações adversas. Me pergunto se um dia será criado um medicamento que só atue na parte mental sem influenciar no rendimento físico. No dia que isso acontecer, ai sim será uma grande evolução. Os medicamentos atuais são apenas uma lobotomia química. A diferença da lobotomia antiga é que, se pararmos de tomar os medicamentos, dá para voltar ao que éramos antes.
      Mas, voltando ao assunto, foi um alívio e tanto depois que esses trinta dias se passaram. A psicóloga me disse que havia se esquecido de passar o biperideno para mim. Esse medicamento serve para diminuir os efeitos colaterais do haldol. Ela também me disse que a esposa do dono da firma havia telefonado para o centro de saúde mental, para saber o que estava acontecendo comigo. Só sei que, a partir desse dia, haldol nunca mais!
    Agora, me pergunto, como um psicóloga pode esquecer o biperideno? Se o haldol já é ruim com ele, imaginem sem? Uma psicóloga pode receitar ou indicar injeções? Eu não estava em crise e nunca fui agressivo, então por que aquele tipo de experiência? Ainda mais uma que dura trinta dias...
    Outra coisa que não consigo entender é o motivo dos profissionais da área de saúde mental aplicarem medicamentos injetáveis pela primeira vez em um paciente. Se o efeito dura um mês, não seria mais prudente começar com comprimidos para se certificar se não haverá reações adversas?
   Creio que o medicamento injetável possa ser uma boa se a pessoa já estiver adaptada aos componentes do mesmo. Acho que o estômago e o fígado irão agradecer... Agora, experiências em que o efeito dure trinta dias não sei se é uma boa não... Mas, acho que eles não ligam muito para isso, quem sofre é o paciente mesmo. E haja paciência para ficar um mês impregnado com o haldol, por exemplo.
   Já disse que as minhas experiências com as psicólogas não foram muito frutíferas, para falar a verdade não me ajudaram em nada. Não sou contra a terapia, tem gente que se beneficia com ela. Sou contra os maus profissionais que existem em todas as áreas, e na saúde mental não é diferente.
   Creio que a informação e o esclarecimento são de fundamental importância no combate à esquizofrenia. Os técnicos de futebol estudam os adversários para vencê-los. Nós, os portadores e esquizofrenia temos que fazer a mesma coisa em relação à patologia da mente dividida. Se os profissionais, não sei por qual motivo, não querem nos orientar e informar, então façamos isso por conta própria. A internet pode ser usada tanto para o bem como para o mal, tudo depende de nós mesmos.
os antipsicóticos atrasam a ejaculação ou...
     Já ouvi um psiquiatra dizer que os antipsicóticos atrasam a ejaculação. Não é bem isso, tira a líbido mesmo. Alguns mais, outros menos, tudo dependendo da dose também. Se só atrasassem a ejaculação, então por que não usam esses medicamentos para a ejaculação precoce? Já que são "ótimos" e quase sem efeitos colaterais?
    Não estou aconselhando ninguém a parar com os medicamentos. Recebo algumas críticas por falar mal desses remédios. Mas, no meu caso, nem com viagra e com todas as garrafadas do nordeste o "briquedo" funciona. Se eu tomar, as paranoias e outros pensamentos somem, mas, juntamente com eles somem um monte de coisas, inclusive a vontade de viver.
   Usar ou não os medicamentos ou diminuir a dose ou até então tentar outra alternativa, vai de acordo com cada um, de suas condições financeiras, etc. Mas todos devem se conhecer bem o bastante e avaliar os prós e os contras de suas decisões.
    Para finalizar, não condeno totalmente o haldol, conheço algumas pessoas que se deram bem com ele. Acho que 90% das pessoas que eu perguntei disseram que não gostam do medicamento, mas cada organismo reage de uma maneira diferente aos componentes da fórmula. O negócio é tentar, tentar e tentar. Mas que é haldol é quase uma unanimidade negativa, isso é...


29 comentários:

  1. Minha experiencia com o haldol foi a pior possível, pois além de sentir os sintomas descritos no seu texto, ainda fiquei sem falar, e estou assim até hoje, mesmo eu não tomando mais o medicamento.

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    1. Imagino como deve ser, eu fiquei com os dedos do pé um pouco inquietos, mas resolvi parar. Muita gente comenta que fica com o queixo torto quando toma, não sei bem descrever, pois nunca tive isso. Acho que os psiquiatras deveriam pensar duas vezes antes de receitar este medicamento que é usado até hoje. Mas você tem dificuldades para falar ou não consegue mesmo? Obrigado por visitar o blog.

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    2. Tomei haldol decanoato no dia 07/01/2016 e foram duas ampolas tive os sintomas descritos acima e pior,fiquei o tempo todo pensando em suicídio pois estava me dando uma agonia muiiiito grande.Hoje dia 08/07 muitos meses passados dessa experiência infernal estou inquieto e meu ritmo cardiaco sempre esta acelerado.

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  2. os efeitos colaterais sao o que leva muita gente a desistir do tratamento. no meu caso, foram 3 meses. 1 e meio vomitando todos os dias, ansiedade MAXIMA na hora de dormir e ao acordar, TOTAL falta de apetite, boca seca e por ai vai... hoje eu tenho alguns, mais relacionados ao sono; se tomo a noite, parece que nao dormi, mas, se tomo pela manha, fico me arrastando o dia todo! tomo o citalo, nao sei se terei que trocar, mas nao quero, aguentar tudo isso de novo desanima!

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  3. Olá, a 6 anos trato panico fobia e depressão . meus anos então se passam em hospitais clínicas e farmácias achei vc em uma pesquisa sobre Olanzapina pq tenho medo dos medicamentos tenho MTS sintomas dores de cabeça sem fim desespero confesso não acho saída .tomei esse remédio acordei com akele dono de morte de desespero dia td mal eu já n como pq q vou passar mal eu vomitava mt e fuquei c trauma e tenho vontade de sair sem rumo d gritando parecendo louca. gosto dos seus post pode dar sua opinião? abraços

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  4. Essa história da libido foi muito esclarecedora pra mim. Putz meu namorado , que é esquizofrênico, faz uma tremenda força para ter uma sofrível ereção. Sabendo do que foi informado aqui a respeito da sexualidade e da libido baixa em razão dos antipsicóticos vou ficar mais relaxada quanto ao desempenho sexual do meu namorado. A sorte dele é que eu gozo com beijos e carícias. Sou bipolar e tomo ácido valpróico como estabiliador de humor.

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  5. Gente... Esses relatos, em especial a do Júlio, só dá mais motivos pra eu dizer: como sou estranho.
    Minhas primeiras crises de alucinações, delírios, pensamento desorganizado, retraimento, isolamento e todas aquelas angústias de quem está enlouquecendo surgiram em minha vida aos 16 anos. A partir daí foram 2 anos de tratamento com curandeiro, promessas, unção. Quando os surtos se tornaram ameaças, insuportáveis e incontroláveis, fui para Salvador/BA. O médico queria me internar. Minha irmã não autorizou. Por quê? Eu tinha 18 anos, cara e corpo de 12 e pesando 31kg. "Os outros internos vão matar meu irmão" - pensou ela. Como a consulta foi particular, houve acordos. O médico não deu o diagnóstico, apenas cogitou a possibilidade de ser esquizofrenia. Foram vários remédios. Pessoal, não tive reação adversa nenhuma. Todo mês nova consulta, até que depois de 6 meses de tratamento, perguntas, observações, histórico, fechou-se o diagnóstico. Esquizofrenia Hebefrênica. Voltei pra minha cidade. Interior da Bahia. Já melhor, passei a fazer o tratamento com um médico da região. O melhor. Mudou tudo: antipsicóticos, antidepressivos e sei mais lá o quê. Novamente, nenhum efeito adverso. Quando a situação apertou fui para o bendito SUS. Mudou tudo, até diagnóstico. Passei a ser um esquizoafetivo. Melleril 25mg - 3x ao dia + haldol injetável + fernegam - 1 x ao mês + Clô 25mg - 6 comp. 3 x ao dia + lítio - 6 comp. 3 x ao dia. Resultado: nem cócegas senti. Quando melhorei, percebi que doido era o médico. Não era um psiquiatra e sim um cavalo com ferraduras. Gritou comigo, só porquê fiz uns questionamentos. Levantei da cadeira, armei os braços pra dar na cara... Num estalido de lucidez, resolvi mudar o alvo. Num golpe de caratê, derrubei a porta do consultório. Porta de madeira. Os funcionários do CAPS's me imobilizaram e só senti a agulhada na nádega. Em seguida, remédio azul (não era viagra), amarelo e branco. Depois de cansar a garganta de tanto xingar o médico, me acalmei. Não senti nada! Sequer um cochilo. De tardezinha, fui embora -eu e minha irmã- na canela! Depois do episódio, voltei pro médico particular. Novas mudanças: olanzapina 10mg - 2 comp. (manhã e noite) + Clo 75mg - 2 comp. (manhã e noite) + fluoxetina 25mg - 3 comp. de manhã + rivotril 2mg - 4 comp (1 de manhã, 1 de tarde e 2 de noite). Uffa! Resultado: apenas 13 cm de circunferência abdominal! Neste momento são 1:56h da madrugada. Sem um pingo de sono. Há dois meses atrás delirava (não lembro desse delírio), minha família que conta. Segundo família, eu delirava dizendo: "gente... esses remédios não estão fazendo efeito. Tem um bicho no meu estômago que come metade dos remédios" kkkkk O engraçado é que ao tomar 1 rivotril de manhã, eu tinha que partir ao meio. Porque no meu delírio psicótico, metade o bicho comia e a outra seria para o meu organismo. Conclusão: ou existe o bicho que come os remédios ou meu estômago é de avestruz! Alguém tem outra explicação?

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  6. Obrigado pela participação e pelo relato. Infelizmente alguns psiquiatras não gostam de serem questionadas, mas por outro lado felizmente não são a maioria. Quem tem que ser paciente são os médicos, pois foram eles que escolheram a profissão, ninguém os obrigou a serem psiquiatras né? Espero que agora esteja bem. Felicidades.

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  7. Oi estou passando por algumas situações com meu marido que Tbm sofre de esquizofrenia ,ele esteve internado por dois meses em uma clínica ,e quando ele foi internado ele estava muito revoltado comigo pois acreditava que eu o traía e que eu sempre estava tramando algo contra ele,não entendo muito sobre essas medicações que ele usa,mas eu gostaria de saber ,de todas as crises que ele teve ,eu sempre fui o alvo dele,e na verdade sempre estive do lado dele,suportando todas as crises ,mas desta vez ele saiu da clínica é diferente das outras vezes ele que era obcecado por mim,decidiu sair de casa e se separar,não consigo entender ,estou sofrendo muito e não sei como agir com ele ,me ajudem ,preciso entender ��

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    1. A desconfiança exagerada é um dos sintomas da esquizofrenia. A mania de perseguição também. Esse segundo sintoma, significa não só que exista alguma pessoa o perseguindo, quer dizer também que as pessoas estão contra o portador. No caso de seu marido, por exemplo, ele na sua paranoia, acredita que você está contra ele, o traindo. Infelizmente isso faz parte da esquizofrenia, e em muitos dos casos é difícil de convencer o portador de que o que se passa em sua mente não é a realidade dos fatos. Gostaria sinceramente de ter alguma palavra ou conselho para lhe ajudar nesta questão, mas realmente é muito difícil de convencer. O que posso dizer é que você tenha uma conversa com ele, e tente passar confiança, mas sem dizer que ele está louco, ou imaginando coisas. Diga que está do lado dele em todas situações. Bem, é o que posso lhe dizer.

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    2. amiga, fique calma meu marido tambem é esquizofrenico e ele sempre acabou voltando, infelizmente é paranoia da doenca, só vc precisa conversar muito e ter muuuuuuuuita paciencia com ele!!!
      Mas de qualquer forma se quiser trocar experiencias, entre no meu circulo do gmail.bjos

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  8. Primeiramente parabéns velho muito bom o blog.. Eu não tomo nenhum remédio mas tenho alguns distúrbios entre eles a ansiedade e sinto que minha cabeça vai explodir de tanto pensar meu cérebro não descansa.. Minha tia me deu esse remédio pra tomar e disse que ia resolver.. Pelo relato de vocês acho que não é pra isso esse remedio.. To com medo de tomar alguém pode me ajudar ?

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    1. O haldol pelo que sei (li a bula há muito tempo atrás) não é para a ansiedade. A sua tia deveria te encaminhar para um psiquiatra. Mas antes, seria uma boa reavaliar seus hábitos: a alimentação, a rotina, se prática exercícios físicos, se tem uma vida sexual satisfatória. E, se tiver ansiedade mesmo com todas essas questões em ordem, existem alternativas naturais. Só depois de esgotados todos os recursos alternativos é que se deve procurar um psiquiatra. Eu também tenho ansiedade e compulsão alimentar, estou tomando limão com água morna em jejum e parece que está surtindo efeito, meu humor melhorou e não sinto tanta necessidade de comer doces, massas e essas besteiras todas. Obrigado pela visita ao blog.

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  9. Acredito que meu problema seja relacionado às drogas que por muito tempo usei.. Vou seguir teus conselhos obrigado !

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  10. Sim, este é uma das reações adversas mais citadas no uso deste medicamento. Poucas são as pessoas que se dão bem com ele, chego a não acreditar quando vejo uma pessoa que esteja aparentemente bem afirmar que usa o haldol, mas, como já disse várias vezes, cada um reage de uma maneira diferente aos medicamentos. Mas o haldol é um dos campeões de reclamações, isso infelizmente é uma realidade que não tem como contestar.Obrigado pela participação no blog.

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  11. O HALOPERIDOL FOI LANÇADO NO MERCADO EM 1957 HOJE 2015; 58 ANOS E OS PSIQUIATRAS INSISTEM UM USAR ESSA DROGA NAS PESSOAS É UMA MEDICAÇÃO ULTRAPASSADA; EM MUITOS PAÍSES ESTA MEDICAÇÃO JÁ FOI ABOLIDA SOMENTE AQUI EM NOSSO BRASIL ATRASADO OS PSIQUIATRAS INSISTEM EM USA-LA MAS É PELO SUS SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. NÃO ADIANTA LEVEI MEU FILHO EM PSIQUIATRA PARTICULAR DISSE QUE NÃO MEXERIA NA MEDICAÇÃO; BOCA SECA (TOMA MUITA ÁGUA); ACORDA A NOITE VARIAS VEZES PARA IR AO BANHEIRO; DORME O DIA INTEIRO; NÃO TEM MAIS ALUCINAÇÕES GRAÇAS A DEUS; FICOU INTERNADO POR 41 DIAS VOLTOU SUPER ANIMADO DEVIDO AS ATIVIDADES QUE TINHA NO HOSPITAL; MAS QUANTO CHEGOU NO CAPS II DISSERAM QUE TINHA QUE FAZER NOVO ACOLHIMENTO COMO SE ESTIVESSE PASSANDO PELA PRIMEIRA VEZ PARA SER PACIENTE CAPS; ISSO LHE CAUSOU REVOLTA E APATIA AS VEZES NÃO SÓ A MEDICAÇÃO MAS E COMO OS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE MENTAL ESTÃO DESPREPARADAS PARA PODER ATENDER OS PACIENTES; CASO ELE JÁ ERA PACIENTE CAPS O HOSPITAL MANDOU QUE DEVERIA CONTINUAR COM AS ATIVIDADES?

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    1. Verdade, alguns Caps são como se fossem um "hospício" melhorado. E o atendimento causa mais irritação do que o próprio transtorno. Tive uma piora quando o pessoal entrou em greve e só fui atendido por que tive que ficar insistindo por muito tempo, caso contrário teria que pagar um psiquiatra particular para apenas preencher uma receita. Espero que seu filho tenha melhorado e converse com o psiquiatra para mudar a medicação, se bem que as novas ainda têm muitos efeitos colaterais, mas pior do que o haldol ainda está para existir.
      Obrigado pela visita ao blog.

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  12. Meu marido tb tem sintomas de esquisôfrenia, tento levá-lo a um psiquiatra , mas ele diz que "eles são os chefes da máfia que sabe, que ele sabe de tudo. Eu não sofro nem faço drama disso até( me desculpa por favor), acho meio engraçado, procuro fazer as vontades dele gosta de agricultura , de plantar facilito para ele, tem um pequeno negócio que ele gerencia como bem quer,nem palpite eu dou, gosta de sexo eu dou, gosta de cachorro temos 3.Quando fica com muitos pensamentos peço para ele desligar um pouco essa máquina louca. que é a cabeça dele , ele aceita numa boa e se acalma. Agora quer cantar música certaneja , já pesquisei os sites de musicas e tutoriais de aula de canto, vou dar de presente de Natal um violão. Só confia em mim,todas as outras pessoas são potenciais inimigos.remedio só o de diabetes e para insônia doses pequenas..
    Me digam, estou fazendo alguma coisa certa ?

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    1. Sou suspeito para falar sobre tomar ou não os antipsicóticos, pois não me dei bem com nenhum deles, mas isso não quer dizer que vá fazer mal para todos. Conheço portadores que estão bem, tomando antipsicóticos, mas também conheço outros que não estão tão bem assim, mesmo com o uso desses medicamentos. Mas, se ele não representa um perigo para os outros e para si mesmo, não vejo por que não deixá-lo viver em seu próprio mundo. Só é bom observar às vezes se essa desconfiança toda não está progredindo e deixando-o muito irritado. Mas, pelo que você relata, dá para ir levando.
      Uma sugestão, compre cd's de karoke, para cantar no DVD.

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  13. Não sou esquizofrênico, mas... minha história é complicada. No fim, o psiquiatra receitou um antipsicótico sem ter nenhum tipo de diagnóstico. Os efeitos foram imediatos, na primeira noite, "dormi" muito mal (tem sido assim desde então), e levantei de manha com tonturas, não conseguia me sentar nem ficar em pé. Depois disso, comecei a ter muita ansiedade, não conseguia ficar parado, não conseguia ficar sentado, ficava muito cansado, com muita fadiga, fraqueza e falta de concentração. Um desconforto gigante, queria morrer. Meu psiquiatra não levou os sintomas muito a sério, me receitou outro antipsicótico, mas com outros medicamentos juntos para "equilibrar" (entre eles, o rivotril). Mas pesquisando, descobri que estou com os sintomas da acatisia. Já interrompi o uso do antipsicótico há 8 dias. É normal ainda sentir os efeitos da acatisia? Ela some naturalmente? Atualmente estou tomando ritrovil e está fazendo milagres, mas me preocupo pois é um remédio tarja preta. Quando tempo em média a acatisia demora para desaparecer de forma natural após a interrupção do consumo do antipsicótico? Tomei o antipsicótico por 15 dias.

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    1. Olá
      Em relação a acatisia, os efeitos desaparecem sim quando o medicamento é suspenso. Pode ficar ainda alguma coisa, mas bem leve mesmo, até hoje eu tenho um pouco de inquietação, mas é suportável, nada comparável quando se toma o medicamento. Mas você está tomando o rivotril por causa da acatisia? É um medicamento que pode viciar, se fosse você pensaria duas vezes antes de continuar com o rivotril. Claro que não sei bem a razão de estar tomando esse ansiolítico. Tem muito tempo que você parou com o haldol?

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    2. Queria a resposta pra isso também,tomei haldol decanoato em janeiro e nunca mais tomei agora to dependente de rivotril para dormir,sem o remedio meu coração fica disparado.

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  14. Então, tive um pouco de "depressão", se isolando profundamente, acho que ele (o psiquiatra) achou que era um quadro psicótico. Eu tomei o antipsicótico Aristab (não o Haldol) por 15 dias. Hoje fazem 11 dias que parei de tomar, até o quarto dia sem toma-lo estava sentindo forte os efeitos de inquietude, impossibilidade de ficar sentado, desconforto geral, fraqueza, acordava a cada 2 horas durante o sono, desconforto até mesmo quando me movimentava. O que me incomoda é saber se isso - o fato do efeito colateral continuar mesmo sem tratamento - é normal ou não. Pesquisei e vi que os antipsicóticos demoram umas 2 semanas para fazer efeito de verdade e podem ficar no corpo por meses. Acho que por isso, continuava (e continuo um pouco) sentido o efeito colateral da acatisia em menor grau. Mas vim até aqui pois gostaria de saber de alguém experiente com esses medicamentos antipsicóticos como você, se eles realmente perduraram algum tempo depois de cessar o tratamento (tipo 1 ou 2 semanas sem tratamento). Pois como eu disse, até o quarto dia sem tratamento - dia em que tomei o rivotril - os efeitos colaterais ainda eram fortes.

    Pesquisando sobre o Rivotril, vi que ele é realmente indicado para esses sintomas de acatisia, tanto que está na bula. Pelo que eu li em uma fonte acadêmica, o tratamento dura 2 semanas com a ingestão de 0,50mg/ dia. Comecei a tomar com relutância o Rivotril no quarto dia e a melhora foi grande já no próximo dia. Mas o quadro parecia estar estacionado ou com pouca melhora depois do uso medicamento, e três dias depois resolvi tomar o Rivotril novamente, e desde então, tomo diariamente 0,25 mg. Os resultados são ótimos, estou quase 100%, a inquietude e o sono prejudicado estão desaparecendo cada vez mais. O rivotril foi receitado pelo meu psiquiatra para controlar a ansiedade, e está me ajudando muito, não posso ficar sem até normalizar minha ansiedade e sono que são comprovadamente efeitos colaterais do Aristab. Espero que meu psiquiatra me entenda, e me ajude posteriormente, me orientado a interromper com o tratamento do Rivotril de maneira saudável.

    Mas a verdade é que ele receitou o Rivotril, não pelo quadro de acatisia (esse diagnóstico foi meu), mas sim para que eu trocasse de medicamento, e começasse a tomar o Zolpix ao invés do Aristab, coisa que não vou fazer de jeito nenhum.

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    1. Em relação à depressão, você realmente parou para pensar se era depressão mesmo? Não seria tristeza, por algum motivo real?
      Em relação aos efeitos do haldol, como acatisia, o mais indicado pelo que sei é o biperideno.
      Os medicamentos antipsicóticos que usei tiveram o efeito cessado em um dia ou um pouco mais, não mais do que isso. O que pode acontecer é a pessoa ter uma crise pelo fato de parar de uma forma abrupta com o antipsicótico.
      O haldol e outros psicóticos mais antigos podem sim deixar efeitos colaterais irreversíveis, como a acatisia e a discenesia tardia, que resumindo, são movimentos involuntários dos músculos, principalmente da face e dos membros. Mas isso ocorre se a pessoa usar por muitos anos seguidos.
      Pelo seu relato, você não chegou a usar esses medicamentos, e nem por muito tempo, então creio que isso vá passar logo.
      Espero ter ajudado e continue tentando conversar com o seu psiquiatra, caso ele não seja muito aberto ao diálogo, tente achar um outro, pois o tratamento tem que ser uma via de mão dupla, onde o paciente tem que ser ouvido e respeitado.

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  15. Psicologos nao podem receitar.

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    1. Verdade, mas ela no caso nem receitou, foi logo pedindo a enfermeira para aplicara a injeção. E, como ela não pode receitar, fiquei um mês com efeitos colaterais bem complicados, já que ela não me passou o biperideno, que serve justamente para tirar os efeitos colaterais desse antipsicótico. Foi um mês difícil, pois tinha que trabalhar de noite, como operador de som, e quase machuquei a perna pois deixe a case da mesa de som cair, e, se não colocasse a mão, poderia ter ralado a perna toda. Mas o pior já passou, mas fico com receio que isso aconteça com outros pacientes que, como eu na época, ainda não tinha nenhuma noção dos medicamentos, ficando assim a mercê dos profissionais da saúde.

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  16. Olá
    Já tomei sim a olanzampina, que é um medicamento muito caro. Me lembro bem, estava esperançoso, justamente por ser caro, pensando que iria resolver o meu problema. Mas fiquei dormindo por dois dias seguidos ao tomar o primeiro comprimido, ai tive que desistir.
    No momento estou tomando somente o diazepan, e ai tenho que me vigiar bastante, analisar as situações para ver se estou ou não bem, se posso me estressar ou não.
    Quando sinto que as coisas estão ficando complicadas, volto a tomar por um tempo a cloprormazina juntamente com o fenergan.

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  17. oi boa olha gente to muito angustiada meu marido sentiu um estresse levaram ele no psiquiatra e comecou atomae melleril mas ele fez cada coisa absurda, saiu andando sem rumo, se machucou dai suspendi por conta propria e deu certo, mas familiares conseguiram a porra do Haldol(desculpa o palavriado) tomou 15 dias 50 gotas por dia, quando comecei a ver os efeitos colaterais parei mas ta demorando de passar o melleril foram 3 dias, esse tem 2 dias e nada ainda, vcs acham q pode levar quanto tempo? nao vou levar ele na psiquiatra pra eu nao matar ela.kkkkkk

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  18. olá pessoal tive um surto e tomei varios medicamentos até que comecei a tomar o haldol.o meu organismo se adaptou bem com ele e hoje tomo uma dose para manutenção de 2,5 mg, só aumentei o meu peso e estou tendo dificuldade na perda de peso.

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