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Mostrando postagens de Agosto, 2014

Haldol

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Hoje irei falar sobre a minha experiência com um dos antipsicóticos mais polêmicos usados no controle da esquizofrenia(aliás, todo antipsicótico gera polêmicas, não existindo uma unanimidade).
    Trata-se do haloperidol, mais popularmente conhecido com haldol. Afinal, ele é bom ou ruim? Faz tanto mal assim? Não sou fã do control v + control c, mas ai vai um pouquinho da história desse medicamento:

    "Foi desenvolvido em 1957 pela companhia belga Janssen Farmacêutica e submetido ao primeiro teste clínico na Bélgica no mesmo ano.3 Foi aprovado para uso pelo Food and Drug Administration em 12 de abril de 1967. O haloperidol tem como mecanismo de ação o bloqueio seletivo do sistema nervoso central, atingindo por competição os receptores dopaminérgicos pós-sinápticos. É, portanto, um bloqueador do receptor D2 da dopamina.4 O aumento da troca de dopaminas no cérebro produz o efeito antipsicótico. O pró-fármaco decanoato de haloperidol, libera lentamente o haloperidol de seu veíc…

Minha vida é um video game?

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Como disse no post anterior, o esquizo aqui não aguentou a correria e o stress da megalópole paulista. Minha mania de perseguição havia atingido índices perigosos. Não importando o lugar onde estivesse, sentia-me observado, e que queriam me prejudicar.
    No albergue, durante as refeições, chegava a ficar olhando os pedaços de carne que eram servidos às pessoas que estavam na minha frente. Quando ganhava um pedaço menor do que a galera, logo pensava que o pessoal da cozinha estava fazendo um complô contra a minha pessoa:
    - "Deem o menor pedaço para o mineiro"- era a ordem que eu pensava que fosse dita aos funcionários.
    O negócio é complicado, chegava até a observar se estavam colocando algo em minha comida...
    No centro então, a situação ficava crítica. chegando a quase entrar em pânico certa vez. Andar de metrô, nem pensar. O jeito foi mesmo me retirar em parques e bibliotecas públicas, depois que quase fui assaltado. Mas até mesmo na solidão dos parques me sentia v…

Metrofobia

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Bem amigos, neste post irei dar mais uma sugestão de "doença" para os renomados "psiquiatras" americanos para incluírem no próximo DSM.
    É a metrofobia, que, como o próprio nome diz, é o medo "infundamentado" ou sem motivos aparentes de se usar este meio de transporte público.
    Eu adquiri mais essa fobia em São Paulo. Na primeira vez que usei o metrô na capital paulista, já fiquei um pouco traumatizado. Estava na estação bresser/mooca, e esperei passar o horário de pico matinal.(entre seis e nove horas, pelo menos era o que eu imaginava). Quando resolvi embarcar, a composição ainda estava lotada, e reparei que as pessoas entravam meio que na base do empurrão mesmo.
    Em Belo Horizonte o metrô também fica lotado no horário de pico, mas nada de empurra-empurra. As pessoas entram, e, aos poucos, bem no jeito mineiro de ser, vão se acomodando na lata de sardinha humana
    Quando o metrô parou na estação do brás, fiquei assustado. Estava de costas pa…

Meu amigo Note

Eu o conheci há pouco mais de um mês. Ele estava na vitrine de uma loja na rua Santa Ifigênia, com cara de abandonado, como que pedindo para ser adotado. Não resisti, e, como havia conseguido dar um tempo na comilança desenfreada, estava com uma grana na conta. O testei por quase duas horas seguidas, e fiquei puxando conversa com o dono da loja, para tentar deixá-lo funcionando o maior tempo possível. Passado no teste, levei-o para casa, ou melhor, para o albergue.
    A partir daí, não o larguei mais. Não tinha coragem de deixá-lo sozinho no bagageiro do abrigo, e, então passei a levá-lo aonde que eu fosse. Dormia com ele, amarrando-o na ferragem do beliche. Como tenho o sono leve, não corri o risco de o levarem de madrugada. Acordava com ele, ia ao banheiro com ele, tomava café com ele, fazia os meus exercícios físicos com ele. Quando dava uma corridinha, o colocava no centro do gramado do parque, para não fugir do meu campo de visão, dando umas voltinhas em torno dele. Afinal, e…