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Mostrando postagens de Junho, 2013

AtléticoxCruzeiro na câmara municipal, uma vergonha

Não sei quantas pessoas ligadas ao esporte são veradoras atualmente, em Belo Horizonte. Não gosto de política, ou melhor dizendo, dos politicos.
   Sei que, a torcida do cruzeiro elegeu o narrador esportivo da rádio itatiaia, o alberto rodrigues. Para não ficar atrás, os atleticanos elegerem o seu narrador, um tal de "caixa", nem me lembro o nome do cidadão, que deve trabalhar muito e fazer muitos projetos de lei na câmera. E ainda tem um comentarista, que não sei qual o time que ele torce, pois o que ele mais gosta de fazer é ficar em cima do muro. Ele se chama João Vitor Xavier. Certo dia mandei um email para o programa dele, na rádio itatiaia, perguntado-lhe sobre o que achava sobre a copa do mundo no Brasil. Como sempre, ele ficou em cima do muro e nem respondeu a minha pergunta. Simplesmente disse, no final do programa:
    -Gostaria de mandar um abraço para o meu amigo Julio Cesar.
    Não sou e nem quero ser amigo de pessoas que ficam em cima do muro. O programa dele…

Manifestação contra os gastos na copa do mundo: Belo Horizonte

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Ontem, estava pacificamente ouvindo minhas músicas, perto do quartel do exército, aqui em Belo Horizonte. Estava na dúvida se iria participar ou não da manifestação contra os gastos para a realização da copa do mundo e os aumentos de passagem de ônibus.
   Hoje é dia do "jogaço" no mineirão: "TaitixNigéria". Estava meio desanimado de ir, além de  não gostar muito de aglomerações.
    Mas o intenso vai e vem de helicópteros no batalhão me deixou um pouco insatisfeito com o exército.Em quase 30 anos de Belo Horizonte, nunca vi um helicóptero no quartel. Agora, por que estamos na copa das confederações, o estado quer fazer gracinha para os gringos verem. Aliás, eu nem sei o que o exército faz aqui em Belo Horizonte, a não ser ficar correndo pelas ruas do Barro Preto(um bairro próximo ao centro). O exército para mim teria que ficar vigiando melhor as fronteiras do nosso país, para que não entrasse tantas armas e drogas. Ou então que inventassem qualquer coisa para se…

Estrada Real: 22º dia

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29 de maio de 2013-quarta feira Aparecida do Norte-Guaratinguetá-Cunha
    Para variar, sou acordado às cinco horas da manhã pelo vigia do albergue. Mas por que será que todos os albergues têm que acordar as pessoas neste horário? Não dá para pelo menos esperar o dia clarear? Eu e mais quatro caras tomamos o café da manhã e fomos para a rodoviária. Depois, cada um foi para o seu destino. Tinha um cara de São Paulo que ia para Paraty a pé também, só não fui com ele pois não poderia perder a oportunidade de conhecer a basílica por dentro.      Fico vendo a TV em uma lanchonete, e a previsão do tempo não é das mais animadoras. Segundo os noticiários matinais, haverá chuva no transcorrer do dia em todo o estado de São Paulo. Os dois últimos dias foram semelhantes, em relação ao tempo: sol de manhã e muita chuva de tarde.      Fico sem saber o que fazer, num dilema terrível. É uma decisão muito difícil a que tenho que tomar, pode parecer frescura, mas, afinal, foram quase 600km de caminhada. P…

Estrada Real: 21º dia

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28 de maio de 2013 Vila do Embau-Lorena-Guaratinguetá-"Aparecida do Norte"
    Não encontrei nenhum lugar para tomar um bom banho em Vila do Embau. Antes, há muitos anos atrás(muitos mesmo!), confesso que conseguia dormir sem tomar banho, era muito desleixado com a higiene(hoje sou só um pouco), mas atualmente não consigo pegar no sono sem entrar no chuveiro. Também não consegui papelão, e a noite foi das mais frias até hoje.      Como disse, no post anterior, o único lugar coberto que encontrei para dormir foi um ponto de ônibus. Às cinco e meia da tarde já havia escurecido, como se fosse de noite. Às seis, já estava descansando minhas canelas em minha barraca.     Por volta das sete, três caras foram ao ponto de ônibus para acenderem um baseado. Estavam ouvindo funk, para piorar a situação. Começaram a puxar conversa comigo, me ofereceram a erva danada, e eu, dentro de minha barraca, recusei. Acho que já disse isso antes, não preciso de drogas, não preciso de artifícios par fu…

Estrada Real: 20º dia

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27 de maio de 2013-segunda feira Passa Quatro-Vila do Embau
    Sou acordado exatamente às cinco e meia da manhã pelo funcionário do albergue de Passa Quatro. Às seis, já estava na rua.     Tive uma excelente noite de sono, que recuperou minhas energias, mas não o meu ânimo e a vontade de prosseguir na estrada real. O albergue de Passa Quatro é muito aconchegante, limpo e o funcionário fez uma ótima sopa ontem de noite.     Os tetos dos carros estão molhados pelo sereno da madrugada. Sento-me no gelado banco da praça para esperar o supermercado abrir. Tento, em meus pensamentos, encontrar algo que me dê ânimo para seguir o caminho. Na verdade, ao fazer uma reflexão, o que está pegando tanto não é o ânimo, e sim o receio de entrar em terras paulistas. Não sei como os paulistas irão receber o mineiro aqui. Pelo que pude perceber, os mineiros não têm nenhuma rixa com nenhum outro estado. Com a chegada da internet, pude perceber claramente a rivalidade entre paulistas e cariocas, ao ver os co…

Estrada Real: 19º dia

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26 de maio de 2013- domingo Itanhandu-Passa Quatro
    O local que havia escolhido para montar a barraca parecia ser bem tranquilo. Parecia e era, até por volta das dez horas da noite.      Perto da igreja matriz, foram montadas, com certa antecedência, as barracas para a festa junina da cidade. Conversei então com os donos de restaurantes que ficavam próximos as barracas e eles não colocaram nenhum impecilho para que eu passasse a noite naquele lugar. Não havia muito movimento, e o melhor, iria dormir em um local coberto e cercado, só quem passava ao lado da barraca da festa é que poderia ver a minha humilde residência.      Mas, aos poucos, alguns sons começaram a me deixar meio cabreiro. Primeiro, o abrir de portas de bares. Depois, as músicas. Algumas vozes começaram  a aparecer e, em pouco tempo, se transformou em um alto burburinho que não dava mais para identificar o que estava sendo falado. Nem sai da minha barraca, mas devia ter, pelo menos umas duzentas pessoas em volta de minha…

Estrada Real:18º dia

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25 de maio de 2013-sábado Pouso Alto-São Sebastião do Rio Verde- Capivari-Itanhandu
    Pela primeira vez, nesta viagem, não tive ânimo para acordar. Esses dias cinzentas me deixam desanimado. Frio, muito frio, lá fora e dentro da barraca. Adio várias vezes em quinze minutos a hora de me levantar. Choveu a madrugada inteira. Ligo o celular para ouvir um som, mas as músicas, colocadas para tocar no modo aleatório, não ajudam: "A distância", "Os botões da blusa", do Roberto Carlos. São canções que eu gosto muito, caso contrário não estariam no meu celular. Mas não era o melhor momento para ouvi-las. Me dá uma preguiça quando o rei da música canta: "Chovia lá fora e a capa pendurada assistia a tudo não dizia nada"

      Chuva. Esta ai uma das coisas que eu tenho mais medo em uma viagem a pé, principalmente quando é tão longa como essa. Sabia que iria enfrentar noites frias, dias quentes, poeira, cansaço, dores, etc. Mas chuva, no sul de Minas e nesta época, eu não …

Estrada Real: 17º dia

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24 de maio de 2013 São Lourenço-Pouso Alto
    O albergue de São Lourenço não é muito grande, porém é bem aconchegante, com roupas de cama limpas, chuveiro quente e até uma televisão, apesar de que a única coisa que queria fazer ontem era tomar um bom banho e descansar minhas canelas. Estou numa fase meio sei lá o que, estou pouco ligando para  o que está acontecendo no mundo, se o meu time ganhou ou perdeu, se o papa canonizou mais alguém, etc.      Tive mais uma boa noite de sono, apesar de ter que deixar minha mochila em um ármario, bem longe de mim. Eu disse que poderia deixá-la debaixo de minha cama, mas o funcionário do albergue me assegurou que era mais seguro deixá-la trancada no ármario. Estava com receio que ele pudesse fazer uma limpa na minha mochila durante a noite: pegar o meu celular(que ainda está funcionando), a câmera, o dinheiro, etc. De manhã, conferi tudo, mesmo sabendo que era mais uma das minhas cismas, um pouco fruto de minha mania de perseguição que me persegue.  …

Estrada Real: 16º dia

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23 de maio de 2013-quinta feira Caxambu-São Lourenço
    Assim como o dia, a noite de ontem também foi das melhores!     Depois de escrever o post do dia, resolvo dormir no ponto de táxi, ao lado da rodoviária de Caxambu. Na verdade o espaço faz parte da rodoviária, só que não é mais utilizado. Descartei a ideia de dormir ao lado do velório, vai que tem alma penada de alguém que não foi bonzinho o suficiente para ir para o céu e neum mauzinho para ir esquentar lá na casa do tinhoso.     Chegando lá, encontro algumas pessoas que já utilizam o local para dormir. Um malabarista, que ganha o seu dinheiro nos sinais de trânsito, um skatista e um sergipano, que já está dormindo em alguns pedaços de papelão.      Nos cumprimentamos e começamos a conversar. Falamos como viemos parar nas ruas, sobre lugares legais que conhecemos e vários outros assuntos. Tomamos um garrafão de vinho(quer dizer, eles tomaram, eu já fiquei meio alegre no segundo copo e parei). Felizmente, até hoje, eu não aprendi a b…