quarta-feira, 11 de julho de 2012

Esquizofrenia: Falar ou não falar?

    Não me recordo exatamente a data, mas deveria ser final do ano de 2004 ou então início de 2005, quando minhas dúvidas sobre o que eu tinha foram finalmente desvendadas. Meu primeiro surto ocorreu em 2002 e, durante esse período, apesar das inúmeras visitas aos psiquiatras e psicólogas, não tinha a menor ideia da causa de minhas paranoias e alucinações. Aliás, ainda nem sabia se eram paranoias e alucinações mesmo,  pois na época  para mim tudo aquilo era verdadeiro e cheguei a pensar que meu problema poderia ser espiritual, chegando a conversar com alguns pastores e a frequentar igrejas evangélicas. 
    Fico me perguntando se os psicólogos ou psiquiatras têm algum receio de contar o diagnóstico para certos pacientes, com medo de que estes não o aceitem e que a situação piore. O nome esquizofrenia carrega um estigma muito forte e acredito que pode sim piorar as coisas na cabeça de algumas pessoas. Mas, sinceramente, acho pior ainda a falta de informação. Os médicos não informam que uma pessoa está com um câncer incurável? Acho que os profissionais da área de saúde mental devem repensar o assunto, formulando algo parecido como uma cartilha para esquizofrênicos e estudar uma forma de como abordar o assunto com o portador. As dúvidas e medos podem fazem sofrer muito mais do que um simples diagnóstico, por pior que ele possa parecer. Se a pessoa tem um problema do coração ela não é informada sobre isso pelo médico? O mesmo não lhe dá recomendações de como se lidar com o problema, como evitar  frituras, e ter hábitos mais saudáveis? Por que não se pode aplicar isso na esquizofrenia?
    No meu caso foram três anos entre o primeiro surto até descobrir que o que eu tinha era esquizofrenia. Foram anos de muitos questionamentos, dúvidas, sofrimento e medo. E o pior medo que a pessoa pode ter é o do desconhecido. Além de pensar que pudesse ser um problema de ordem espiritual, cheguei a me questionar se não tinha um caso grave de retardo mental, mas logo descartei essa hipótese, ao rever minha vida escolar e chegar a conclusão que sempre fui um bom aluno, apesar de não gostar de estudar e nem sempre tirar boas notas. Lembro-me que, nas inúmeras conversas com os psicólogos, nunca ouvira a palavra esquizofrenia. Elas apenas perguntavam se eu estava bem. Também anotavam algumas coisas durante a entrevista, talvez para passarem para o psiquiatra. Mas, esclarecimento sobre a patologia, nunca ouvi de um profissional da área de saúde até o ano de 2005. 
   Na verdade, a única ocasião em que tive contato com a palavra esquizofrenia ocorreu por volta dos 16 anos, ao ver a capa do disco da banda Sepultura. O disco se chamava schizophrenia e trazia na capa uma pessoa amarrada com uma camisa de força. 
    Desde então associei esquizofrenia com loucura e agressividade. Não me achava um louco, e tampouco agressivo. Apenas me achava um pouco diferente dos meus colegas e um cara um pouco tímido, não havendo razões para que eu fosse amarrado em uma camisa de força. Afinal,  nunca havia atirado pedras em ninguém e também nunca havia rasgado dinheiro. 
    Voltando ao início do texto, no ano de 2005, fiquei finalmente sabendo o que eu tinha quando fui fazer a minha primeira perícia no INSS. Já não estava mais trabalhando e tinha ido para a rua novamente, porém desta vez fui levado para um albergue para moradores de rua. Tinha acabado de receber do psiquiatra o laudo para a perícia e, ao lê-lo, fiquei sabendo que o que eu tinha era a tal da esquizofrenia paranoide, e entre parenteses, estava o código 
F-20.   Ao voltar para o albergue, resolvi antes dar uma passada na biblioteca municipal, pois naquela época ainda não sabia usar um computador. 
    Caminhei então até a estante dos livros de psicologia, e encontrei um grosso livro, meio grená com vermelho, não me recordo bem a cor, mas vi que se tratava do tal CID, o código internacional de doenças. Como bom hipocondríaco que me tornei, dei uma boa viajada naquelas páginas que falavam sobre doenças, e pude constatar, pelo vocabulário e pelos termos, que aquele cid não era o atual.
  Consegui achar o F-20 e então comecei a ler e a refletir sobre os sintomas da doença com código de modelo de caminhonete. Não me lembro de todos eles hoje, pois o cid muda com o tempo, mas recordo que a maioria dos sintomas batia com o que eu havia sentido durante boa parte de minha vida e principalmente nos surtos. Finalmente havia encontrado a resposta para tantas dúvidas e medos que eu tinha naquela época. Eu era um esquizofrênico! Um nome assustador, confesso, mas na hora não fiquei revoltado, não sai quebrando tudo que via pela frente. Aliás, a sensação era mais de alívio do que de qualquer outra coisa. Estava encontrando respostas para muitas questões que me acompanharam durante vários anos de minha vida.     
   Fiz uma longa análise do meu passado revendo meu comportamento e atitudes e encontrei respostas para todas elas. O fato de ser um cara retraído, de ter poucas amizades, de falar pouco e de quase não sair de casa se devia ao fato de pensar que a maioria das pessoas me detestavam. De fato eu era meio “louquinho”, mas um cara até certo ponto engraçado, meio sem querer, mas era.  Muitas vezes cheguei a fingir que estava bêbado, somente para ter uma justificativa para dar vazão à toda maluquice que se escondia atrás de um adolescente tímido.

       Depois da análise, confesso que fiquei um pouco abatido, pois havia descoberto também que o meu comportamento retraído me atrapalhou e muito na minha vida profissional. Poderia ter continuado a estudar eletrônica, ao invés de trabalhar no ramo de sonorização. Mas me sentia bem com a informalidade que existia naquele ramo, não precisava de ser uma pessoa tão comunicativa como em outras áreas. Poderia ser eu mesmo, sem disfarces. Poderia até nem ter desencadeado os surtos, se estivesse trabalhando em uma área menos estressante. Trabalhar com som exige muito esforço físico se a pessoa trabalha em uma firma e não em uma banda. Sem contar as inúmeras noites acordado emendadas com os dias seguintes. Era um tal de montar, desmontar, viajar, montar o som novamente. Acho que poderia estar em uma melhor situação financeira se não fosse tão retraído. Poderia ter aprendido a dirigir, ter aceitado a fazer os estágios que me foram oferecidos durante o curso e ter seguido uma carreira diferente.


    Infelizmente nasci com esse transtorno e minha família não era bem estruturada. Não discutíamos, mas também não havia diálogo. Lembro-me que, por volta dos sete anos, cheguei a fazer um eletroencefalograma que, provavelmente não acusou nada de anormal, pois não cheguei a ser levado à nenhuma psicóloga na época. Minha avó nessa época já desconfiava que havia algo de errado comigo, me lembro que muitas vezes ele chegava para mim e perguntava o que eu tinha. Eu não respondia nada, apenas ficava pensando também sobre o que eu poderia ter. Se hoje a esquizofrenia ainda é pouco conhecida, imagine a 35 anos atrás.
    Após a descoberta, fiquei um bom tempo refletindo se minha vida teria tomado um rumo diferente se eu fosse diagnosticado à tempo. Isso talvez possa servir de alerta para muitos pais, que muitas vezes confundem algum transtorno com coisas de "aborrecentes" e acham que depois esses comportamentos podem passar. Acho que, com uma família bem estruturada em que haja diálogo isso pode ser descoberto a tempo.
    Mas chega de lamentações. Claro que também existe o lado positivo nisso tudo. Trabalhando no ramo de sonorização, conheci muitos lugares e pessoas bacanas. Tive muitos momentos felizes. Conheci muitas garotas por todo o Brasil e as amizades que fiz trabalhando nesse ramo me fazem lembrar que tudo tem o seu lado positivo. As pessoas gostavam do meu jeito maluquinho de ser e fico feliz relembrando os bons momentos que tive trabalhando nessa área. Me lembro que, no meu primeiro emprego, não fui mandado embora nos primeiros dias e trabalhei durante sete meses por que o pessoal gostava do meu jeito engraçado de falar e de brincar com as coisas, apesar de não levar jeito para trabalhar na área de mecânica, que era o da firma onde tive meu primeiro emprego.
    Mas, no geral, acho que tudo o que vivi valeu a pena e fui um cara feliz. Como diz a música do Raul Seixas:
"Esse caminho que eu mesmo escolhi
  É tão fácil seguir
 Por não ter onde ir..."
    Poderia ter tido a consciência de minha maluquice(natural mesmo, nunca fui de usar drogas) quando criança e ter sido um cara certinho, trabalhado em uma empresa no ramo de eletrônica, tendo folgas nos fins de semana para ir ao zoológico dar pipocas aos macacos, ter casado, ter filhos(mais maluquinhos?), enfim fazer o que a maioria das pessoas fazem o que acham  que é o normal. Mas quem poderia me garantir que eu seria feliz assim? Esta é a fórmula da felicidade?  


    Lembro-me que, por volta dos sete anos(minha memória fotográfica é ótima) vi em um corcel bege, um decalque com a seguinte frase:
- "Mi sonho és ser libre como el pássaro."
     Sempre gostei da língua espanhola, gosto de ouvir uma mulher falando essa língua. Às vezes fico até conversando com a tradutora do google. rsrsrsrs
    Mas, desde então aquela frase ficou marcada em minha cabeça. Havia momentos em que eu queria fugir de tudo e de todos, sair voando por ai, sem destino e sem ter que dar satisfações para ninguém. Ás vezes hoje me pergunto se de alguma forma esse desejo em parte não foi concretizado. 
Claro que não sou uma pessoa feliz por ter me aposentado tão cedo, mas sinto uma sensação de liberdade hoje que nunca havia experimentado antes. Não me sinto escravo de pessoas e de algumas situações, me sinto escravo um pouco de minhas paranoias e outros pensamentos, mas hoje posso fechar meus olhos a hora em que eu quiser e voar para onde desejar, como o pássaro que vi no decalque do corcel bege. 
    
    

109 comentários:

  1. Emocionante. Chorei ao ler seu relato e pensar no meu filho que é portador. Acredito que nem os próprios Psicólogos e Psiquiatras conheçam tão bem a Esquizofrenia e essa é a razão por não comentarem logo. Também, dizer a um portador sem saber qual a estrutura familiar que ele tem, é o mesmo que condenar uma pessoa a morte sem ter provas.

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    1. Obrigado por visitar o blog. Acho que, se estudarem um modo de dizer isso ao portador, poderia ser mais fácil de mostrar ao portador que não é o fim do mundo. Acho que no início pode dar uma revolta na pessoa mesmo, ao saber que tem um transtorno cheio de estigmas e preconceitos. Mas, acho que devemos nos conhecer melhor para lidarmos com as situações do dia a dia e assim não deixar que a esquizofrenia nos pregue algumas peças. Quanto ao seu filho, espero que esteja bem e que consiga ter uma vida normal, o que não é impossível.
      Abraços

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    2. Boa tarde!!! Deixa eu te perguntar uma coisa, por acaso você não teria um contato mais particular como um email, estou precisando de uma ajuda sabe, e gostaria de falar com uma pessoa assim, que não tem medo de falar da doença, é para uma pessoa muito próxima a mim, acho que conversar com alguém que tenha o transtorno poderá ajudar, não acha?
      se me passar um email para conversarmos ficarei eternamente grata.

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    3. Boa tarde, você não teria um email para eu passar para uma pessoa que quer conversar com você sobre isso? Ficarei eternamente grata

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  2. cara, tem muita gente como vc por ai, eu sou bem parecido contigo, retraido, timido, quieto, e esquizofrenico.. e nao sou quieto pq quero, na maioria das vezes minha mente nao funciona, parece que nao existe nenhum pensamento, depois que iniciei a toma antipsicoticos, piorou, ai eh que deu um blackout mental , so consigo te uma "resposta", se eu ler umas dez vezes a mesma coisa, senao nao, hahaha. o pior eh que, eu nao posso me aposenta, tu nao tem noçao do meu dia dia, fico mto atrapalhado, a sorte eh que nao sou agressivo, p mim o melhor a se fazer eh se aposenta, eu so mto burro velho,e ainda tenho que trabalha, tu nao imagina como eu so atrapalhado, nao vejo a hora de me aposenta... por isso acompanho teu blog, te achei parecido comigo, "mentalmente".. abraço velho...

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    1. Verdade, tem muito mais pessoas com esses sintomas do que a gente pensa. Muitos são confundidos como "mascarados" "mitidos", por não conversarem com ninguém, mas a verdade é que essas pessoas são mais retraídas mesmo, talvez por causa da mania de perseguição e outras coisas. Obrigado por visitar o blog. Se você sente que o remédio está te atrapalhando, converse com o seu psiquiatra para diminuir a dose ou usar um outro.

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  3. olá, Julio, muito legal as coisas que vc escreve.
    Muitas situações me identifico muito.
    Obrigada por compartilhar com todos os seus sentimentos
    Acho que ajuda a desmistificar a esquizo.
    abraços

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    1. Eu que agradeço a visita ao blog. Muitas pessoas tem alguns traços da esquizofrenia, mas isso não quer dizer que elas tenham o transtorno. A mania de perseguição muitas pessoas tem, mas em um grau menor, não chegando a atrapalhar a vida da pessoa. Algumas pessoas são mais tímidas mesmo, mais fechadas, mas também não devemos classificar tudo o que não está dentro do padrão que é considerado normal como uma patologia.
      Abraços

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  4. Falar ou não falar? FALAR!!! Com certeza! Já falei uma vez e não me arrependo. Minha consciência está tranquila por isso. Se você, por exemplo, não tivesse tomado conhecimento da doença e se tratado, hoje estaria ensurtado por aí...E veja como hoje você está bem?! Melhor que até muitos "normais" por aí.
    Um abraço!

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    1. Eu, sinceramente, acho que deve se falar sim, tomando um certo cuidado, planejando uma cartilha explicando detalhadamente sobre o transtorno, etc. Pois eu acho que a frase "Conhece-te a si mesmo" válida para todas as pessoas, independentes de terem esquizofrenia ou não.
      Hoje em dia não estou totalmente bem, tenho meus momentos difíceis, apenas aprendi a lidar melhor com essa patologia.
      Tudo de bom pra vc.

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    2. É Julio, essa frase é importante mesmo. Como nos tratarmos e levarmos algo a sério se não sabemos nem do que se trata?! Pra ajudarmos no tratamento e sabermos o nosso limite, temos que saber o que temos.
      Um abraço

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  5. Nossa, fiquei emocionado ao ler tua experiência e tua força de vontade em superar e aprender a conviver com isso. Paz e bem.

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    1. Obrigado. No começo foi bem difícil, mas com a compreensão da patologia e de mim mesmo ajudou e ainda está ajudando a levar a vida adiante. Me inspiro muito em exemplos que vemos na tv em programas esportivos, de pessoas que se superaram mesmo com suas limitações físicas. Outro dia vi um cara que corre com duas próteses, pois teve suas duas pernas amputadas. Às vezes, fico até com um pouco de vergonha quando fico um pouco desanimado. Claro que o sofrimento mental é tão ruim ou pior do que o físico, além de ser pouco compreendido.
      Saúde e paz pra vc também.

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  6. Olá Rodrigo. Espero que esteja indo bem no tratamento ai. Estou tentando publicar o meu livro em formato digital, acho que é a única solução, pois editar um livro sai meio caro. Mas assim que eu tiver uma solução, lhe avisarei aqui no blog. Minha intenção não é ganhar dinheiro com o livro, sei que só os que tem uma vendagem enorme é que dão um bom lucro. Só gostaria de deixar registrada uma história diferente e na minha opinião muito rica em vários aspectos. Claro que não vou negar que, se por acaso o dinheiro me proporcionar algum lucro não irei ficar contente, mas, sinceramente isto está em segundo plano.
    Felicidades pra vc por ai.

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    1. Obrigado pelo incentivo, fico feliz pelo fato das pessoas estarem gostando, no começo achava que minha maneira simples de escrever não agradaria a todos, mas, acho que, pelo fato da esquizofrenia por si só ser algo um tanto o quanto complicado, achei que seria uma boa ideia tentar explicá-la de uma forma mais simples.

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  8. Olá! Muito bom o seu texto, você deve ver o blog como uma forma de aliviar o seu sentimento. Achei muito importante e corajoso da sua parte escrever suas memórias aqui. Muitas pessoas não fariam isso. Achei bem interessante! Pude entender melhor a esquizofrenia. Sou estudante de psicologia e sempre tive interesse nisso, acho que as fontes que falam sobre a esquizofrenia, como filmes por exemplo, não deveriam tratá-la como um grande problema. Muitas vezes o cinema exagera e as pessoas acabam achando que é algo de outro mundo, quando não é. Parabéns! Espero que sua vida mude para a melhor e você continue expressando seus sentimentos/pensamentos aqui.

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    1. Obrigado pela visita ao blog. Realmente me sinto bem escrever e compartilhar meus pensamentos e minhas experiências sobre o assunto. Resolvi criar coragem e assumir o que tenho, pois, apesar de ser um pouco triste, não é também um bicho de sete cabeças, ficar se lamentando não vai levar a lugar nenhum. Com relação ao cinema, sinto que eles fazem algumas "adaptações" para a história ficar interessante para o grande público, mas no geral, ajuda em alguma coisa. A esquizofrenia ás vezes, é algo de outro mundo, pois é como nossa mente fica, totalmente fora da realidade quando estamos ensurtados. Mas, se nos tratarmos e tivermos consciência da patologia, dá para minimizar os problemas e levar a vida adiante. Vou continuar escrevendo por mais um tempo, não posso falar coisas que eu escrevi em meu livro, pois tenho o desejo de vê-lo publicado algum dia.

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  9. Olá Júlio... há pouco tempo, mais ou menos um ano descobrimos a esquizofrenia do meu filho e foi de um jeito ainda mais difícil, pois primeiro soubemos que era usuário de drogas... como você mesmo relata deveriam explicar para as famílias... se soubéssemos o que acontecia com nosso filho, com certeza poderíamos ter ajudado e talvez ele não tivesse passado por tudo o que acabou passando. Mas, agora que sabemos estamos procurando um meio de ajudar... Não é fácil! A medicação tem efeitos colaterais desagradáveis como aumento de peso, alteração de coordenação motora etc. Ele hoje frequenta grupos de ajuda pelo uso de drogas e faz psicoterapia, logo iniciará com terapia ocupacional, mas está muito modificado... O que podemos fazer e que nos foi orientado estamos fazendo. Agradeço muito sua ajuda! Força, fé e alegria! Beijão!

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    1. Tente diminuir a dose dos medicamentos ou mudando o mesmo, conversando com o psiquiatra. Realmente não é fácil encontrar a dose e o medicamento mais adequado para cada caso. É preciso muito paciência, coisa que, a maioria dos médicos do sus não tem. Se for particular, tente conversar e tentar outros medicamentos que não causem tantos efeitos colaterais, cada pessoa reage de uma maneira diferente aos medicamentos.
      Obrigado por visitar o blog.

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  10. Acabo de ler seu relato e tenho agora meus olhos marejados...
    Sou psicóloga num CAPS II e me senti feliz ao constatar, a partir de seu texto, como é positivo (mesmo que inicialmente doloroso) dar valor à sinceridade durante o tratamento... e levando em isso em consideração, em meu trabalho procuro sempre agir com toda franqueza e doçura...
    Obrigada por compartilhar sua história conosco!
    E... mais que isso... muito além disso... PARABÉNS!
    Você é um exemplo de que as amarras que envolvem a esquizofrenia existem mesmo é na mente manicomial que ainda persiste.
    Gostaria, com todo respeito e salvaguardando o "direito autoral", de pedir permissão para utilizar seu texto numa atividade que desenvolvo no CAPS II em que trabalho, pois, como já disse, você é um exemplo!
    Que a suavidade e a alegria nunca lhe faltem!
    Um abraço.

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    1. Olá Fernanda
      Fico até sem palavras ao ler seu comentário. Comecei com essa história postando um video no youtube, mais como uma forma de desabafo mesmo, mas, com o tempo, as pessoas começaram a comentar dizendo que o vídeo ajudou um pouco a tirar algumas dúvidas sobre a esquizofrenia. Então, resolvi escrever o blog, pois não sou muito bom com as câmeras. Pode ficar a vontade para usar o post que você achar melhor em seu trabalho, pois a minha intenção é ajudar da maneira que posso, pois até hoje não esqueço de como fui muito ajudado por várias pessoas nos momentos mais difíceis.
      Felicidades por ai

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  11. Meu diagnóstico demorou 4 anos para sair, fui pulando de médico em médico até o atual psiquiatra me diagnosticar e não explicou até hoje como funciona, descobri sozinha na vivencia comigo mesma ele só fez um laudo para a creche em que trabalho colocando que sou esquizofrenica e não posso trabalhar com crianças quando perceber que estou muito agitada

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  12. Acredito que o fundamental para que qualquer relação frutifique é a clareza, inclusive na relação entre médico ( psicólogo, psiquiatra, psicanalista...) e paciente. Ninguém pergunta algo que não tenha condições de ouvir a resposta. Numa relação verdadeira e clara o vínculo se estabelece facilmente permitindo um trabalho melhor.

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    1. Verdade, e mesmo se o paciente não perguntar pro psiquiatra, acho que ele tem o direito de saber o que tem, para assim se conhecer melhor e tentar lidar da melhor maneira possível com a patologia. Acho que ficar na dúvida e não saber o motivo das alucinações é pior do que o diagnóstico.

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  13. Olá, Júlio, acabei de ler o seu depoimento, e é tão valioso, pois apesar de os médicos terem estudado, você está expondo os sentimentos, a vivência do transtorno. Muito Obrigada, tenho uma filha de 26 anos. Sobre o fato de falar ou não, no caso dela, ela admite que é diferente, mas tem "certeza" que não há nada de errado. Ela nunca perguntou e nem acredita que tem alucinação...Um abraço,

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  14. Como dizer a alguém que ela possui esquizofrenia? Não sei mas o que fazer...

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  15. Oi Julio, estou lendo aos poucos o seu blog e estou maravilhada, com a sua iniciativa e com os relatos que são tão importante para esclarecimento das pessoas sobre este assunto tão cheio de preconceitos. Sou muito grata a ti por todas as informações aqui postadas, enfim... vc é um heroi de fato. parabéns!!te desejo muita sorte na sua vida e que vc seja muito feliz.

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  16. OLA LUCIO ENTREI NO SEU BLOG AO NAVEGAR NA NET FAZENDO PESQUIZAS QUE INFORMA E MOSTRA ASSUNTOS REFERENTE AO QUE POSSO DIZER E CHAMAR DE ESQUIZOFRENIA PARANODE CID 10 F 20 POIS SOU PACIENTE DESTA PATOLOGIA DESDE OS 16 ANOS COMPARANDO COM O SEU RELATO MAS OS AMARGOS DESTA PATOLOGIA SO VEIO A SE MANIFESTAR APOS MEU PRIMEIRO EMPREGO POIS O MAL ME JUDIOU TANTO QUE AO COMPLETAR < DE UM ANO JA TIVE QUE PEDIR DEMISSAO;FUI TRABALAR EM EMPREZA AUTOMOBILSTICA E NAO FOI DFERENTE SAI COM PEDIDO DE DEMIÇAO APOS 3 ANOS FOI ASSIM NO TERCEIRO E NO QUARTO EMPREGO AO LEVAR UM ATESTADO MEDICO TERIA QUE PASSAR COM O MEDICO DA EMPREZA PARA VALIR EO MEDICO MUITO IRRITADO ME QUE IA ME POR NA CAIXA OU SEJA ME AFASTAR PRO ANTIGO INPS MAS O QUE FES FOI PEDIR PARA OS SUPERIORES DEMITIR. ISTO EM MEADOS DE 1977 EPOCA DE FORTES MANIFESTAÇAO E GREVES NO ABC PAULISTA QUEM ERA DEMITIDO NESTA EPOCA ERA VISTO COMO GREVISTA E VISADO OU SEJA NAO ACEITO EM OUTRO EMPREGO FOI ONDE O BICHO PEGOU POIS JA ESTAVA CASADO COM UMA FILHA RECEM NASCIDA NESTE MEIO TEMPO VEIO A SGESTAO PARA ESQUENTAR A CARTERA OU SEJA FASER FALSO REGISTRO SE QUISECE VOLTAR AO TRABALHO E ASSIM CONSEGUI OUTRO TRABALHO MAS COM ESTA PATOLOGIA SE MANIFESTANDO SEM PRESSA FOI ONDE OCORREU MEU PRIMEIRO SURTO ONDE PRECISEI DE AJUDA E NAO PODIA CONTAR NA EMPRESA PARA NAO SER DE MITIDO NOVAMENTE MAS AO LEVAR O ATESTADO PARA A EMPRESA O MESMO ESTAVA COM O CID ENTRE PARENTES E INTERROGAÇAO O DEPARTAMENTO MEDICO ME CHAMOU ENCAMINHOU AO PSQUIATRA E ME AFASTOU FIQUEI NA CAIXA 3 MESES E PEDI ALTA POIS O VALOR RECEBIDO ERA MENOS QUE O VALE AI APS 3 MESES FUI DEMETIDO VOLTEI A TER AGUDIZAÇAO NA SAUDE FUI INTERNADO A 1. VES FIQUEI EM BENEFICO POR MAIS CINCO ANOS DEPOIS O MEDICO ME DEU ALTA IST EM 1986 NUNCA MAIS TRA BALHEI REGITRDO VINDO A RECOLHER PARA A PREVIDENCI EM 2000 E EM 2005 TIVE NOVO SURTO E INTERNADO E ENTAO APOSENTADO POR INVALIDEZ PERMANENTE (JUDICIALMENTE)POI O INSS SO QUER QUE VCE PAGUE E SE POSSIVEL NAO PRECISE DO SEGURO. RESUMINDO HOJE ESTOU COM COM PERICIA DE REVISAO AGENDADA PELO INSS PARA SETEMBRO 2013 IMGINA SO OS ATROPELOS QUE ESTOU PASSANDO ; VEJA A SEMELHANÇA DE NOSSA VIDA E PATOLOGIA AO LER O SEU RELATO ACHEI INTRESSANTE PARTICIPAR COM O MESMO PROPOSITO SEU UM ABRAÇO E CONTINUE ESCREVENDO SEMPRE FAS BEM PRA GENTE E MUIOS OUTROS (PARABENS)

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  17. Ola Lucio, adorei seu depoimento, meu médico me diagnosticou como esquizofrenica, há 5 anos estou afastada de meu emprego, o fato que sempre fui mto calada, triste, sem amigos, nos empregos nao conseguia me relacionar mto bem. enfim entrei no Bco Citibank onde fui assedia sexual por meu gerente e tdo começou daí, comecei a me isolar mais ainda então fui ao psiquiatra que me afastou dizendo ter depressão, depois foi bipolar, depois esquizoafetivo e agora esquizofrenica, o fato é que escuto vozes que me dão ordens para que eu me corte, me mate, ou mate minha família, tentei o suicidio por varias vezes, hoje sou vigiada por 24 hrs. Descobri no banco onde eu trabalhava que eu tinha direito a um seguro tive que passar por um médico deles e o mesmo diagnosticou que eu não tenho nada, vcs podem me ajudar lendo este depoimento se realmente não sou esquizofrenica, estou pensando em para com as medicações.

    bom dia a todos

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    1. Mas você ainda ouve as vozes mesmo com a medicação? E como você se sente sem a medicação? Parar com os medicamentos é uma decisão difícil a ser tomada, tem que se analisar muito como você se sente sem a medicação e se pode representar algum perigo para as outras pessoas e para você mesmo. Você já tentou o auxílio doença?

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    2. Anônima que trabalhava no Citibank
      Se você houve vozes que dão ordens de comando você está em psicose e a indicação pelo menos de todos os psiquiatras que já consultamos e de tomar a medicação;
      Não aceitar tomar a medicação é um dos principais sintomas da pessoa que tem psicose
      Se fosse eu atenderia meu psiquiatra tomando a medicação, embora todas trazem efeitos colaterais mas, como diz o Julio é um mau necessário.
      Creio que você poderia ler mais e saber mais sobre o transtorno para discutir ou opinar com seu psiquiatra para tomar o mínimo de medicamento desde que consiga o efeito terapêutico desejado que é controlar os sintomas
      Na grande maioria das pessoas os sintomas não desaparecem totalmente mas, passam a ter maior controle sobre eles
      Boa sorte
      MARIA

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  18. Muito Bom!!! Parabens.

    Eu descobrir a 15 dias que meu irmão tem esquizofrenia paranoide.
    Em aos 16 anos ele saiu de casa para trabalhar, aos 25 ele começou a ter alucinações, dizia que ele tinha uma missão a cumprir e que ele não era ele!!! dai foi a ultima vez que minha mãe pode falar com ele...
    Pois ele não queria voltar para casae suimia a pista a fora pela Barra da Tijuca.
    Depois de tantas buscas e todas as tentativas foram frustadas conceguimos encontra-lo 13 anos depois.
    que no caso hoje 2013, ele estava em estado critico sujo, barbudo, machucado e etc... Conceguimos trazer ele de volta.. Pois anos atraz ele era jovem saudavel estudioso sempre foi um bom filho para minha mãe, não entendemos o motivo de ele esta assim. ele foi encontrado em Botafogo. Ao chegar em casa cuidamos da sua higiene e elevamos aos medicos para fazer os exames. e na parte do pisiquiatra pediu uma tumografria do cerebro e um mapeamento. quando voi avaliado contou que ele tinha esquizofrenia paranoide.
    Um baque... Pois achavamos que era as drogas. rs o ruim e que ele não fala, não responde, não reconheci ninguem e outros fatores fora da realidade humana, eu amo meu irmão so de sabe que Deus o protejeu durante esses 13 anos ta otimo. seja ele esquizofrenico ou louquinho como vc diz rsrsrsrrs.
    Sei tbm que não tem cura, mais pesso a Deus que pelo menos ele possa lembrar da mãe.
    e que saiba que eu sou sua irmã e que jamais deixarei ele so nessa caminhada.

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  19. Olá Juliane, o seu relato me deixou emocionado. Parabéns por ser tão dedicada e amorosa com o seu irmão. Costumo dizer que o tratamento da esquizofrenia inclui, além de remédios, carinho e amizade da família. Você disse que achava que era as drogas que poderiam ter causado as alucinações, etc. E realmente elas podem causar isso, ou para quem tem a predisposição a esquizofrenia, aumentar as chances de um surto. Obrigado pela visita ao blog.

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  20. Ola Júlio, Td bem?
    Vc tem uma sensibilidade muito bonita, assim como sua história... e que bom saber que ela não acabou por ter sido sentenciado com um diagnóstico.
    Vc já assitiu Clube de Compras Dallas que concorreu esse último Oscar de 2014? No começo do filme, a gente vê um homem escroto. (Matthew McConaughey) sem limites, preconceituso, amoral... até quando é dada a sentença da AIDS (o filme é retratado nos anos 80, portanto a sentença era de morte). O que me chamou atenção no filme, além da interpretação do ator, é a qualidade que todos nós deveríamos ter e não temos, pq. ficamos sentados diante das nossas sentenças. Ele vai a luta com todas as forças que tem...e a história é totalmente real. O prognóstico do tempo de vida dele era de 1 mês e ele conseguiu viver mais 6 anos, pq. não aceitou morrer pela aids. No começo do filme, sua homofobia incomoda, agride, mas depois a gente acaba não se importando com isso, ja que foi através dessa homofobia e por ela que ele se motivou a continuar. No final, ele sucumbi ao preconceito. Te vi assim, corajoso tbm.
    Sou psicóloga clínica já algum tempo. Trabalhei em CAPS e tbm com abuso sexual infantil. Sempre me diziam que é muito mais punk, encarar uma criança que sofreu abuso do que um esquizofrênico, bipolar, etc... eu particularmente não acho e também não há como se comparar nada com nada... tive síndrome do pânico por uns bons anos e sei o que é o sofrimento mental, mas o estígma da esquizofrenia é estranho e também preconceituoso. Vejo as pessoas dizerem que pacientes com transtorno mental são agressivos. Outros dizem que "os doentes" não sofrem por que nem tem consciência do que acontece com eles no momento da crise.... oi?? .rs.
    Tive um paciente querido que tentava chorar a todo custo...ele realmente precisava "lavar" aquilo que sentia... uma outra paciente me agarrava com toda força pedindo para que as vozes saíssem da cabeça dela, pq. não aguentava mais... eu tbm, assim como ela, desejei muitas vezes que tudo aquilo desaparecesse...mas, penso que o doente sofre muito mais com as pessoas "de fora" do que as que as de dentro. As de dentro são inofensivas...as de fora julgam.
    Finalmente, só pra falar que concordo sobre falarmos do diagnóstico para o paciente. É o direito dele como cidadão. As pessoas não tem que andar por ai dizendo que tem depressão, por ignorância e ignorância do profissional que tbm por preconceito (dó ou sei lá o que) não colocou as cartas na mesa. Ah! entrei aqui para tirar uma dúvida pq. to estudando para o concurso de Psicóloga da Prefeitura de SP. Abs. Mônica

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  21. Muito bom o seu comentário Letícia, você mostrou ser uma pessoa com humanidade no coração. Muitos pensam que psicólogos(as) são pessoas perfeitas e que não tem problemas. Parabéns e gostaria de lhe perguntar se poderia colocar o seu comentário como um post, pois é bem interessante.

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  22. Olá Júlio, td bem?
    Pode sim colocar meu comentário como um post ou onde vc quiser colocá-lo. Na verdade, meu nome é Mônica, mas durante uma época, usei o pseudônimo de Letícia, já que escrevia em vários blogs e não queria por vaidade, usar meu nome... não ganhamos louros com o que passamos ao outro... o saber é circular, portanto, não importa de onde vem. Aliás neste momento, estou desempregada tentando aquele concurso da Prefeitura como te escrevi. Já mandei currículo pra SP inteiro e hoje percebo que quando vc não tem indicação de alguém pra te colocar dentro de um serviço, vai ficando encostada, Só acho uma pena e fico bem chateada, meu trabalho não estar sendo aproveitado, com a experiência e desejo que tenho, de trabalhar com pacientes que fazem minha profissão valer a pena.Não precisa publicar isso ta? não to pedindo emprego...rs..Abs.

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  23. Ola, eu tenho Transtorno de Ansiedade, Panico e sou muito medroso! Tenho 29 anos, e estou numa fase muito difícil..E um dos meus medos é o de ter alguma doença, oque me deixa completamente assustado e com ataques de panico..Leio bastante sobre esquizofrenia, e tenho medo. Nao tenho nenhum pre conceito, mas tenho medo de ter a doença, na verdade eu tenho medo de tudo, de morrer, de alguem que eu goste morrer etc...E desde que comecei a ler sobre esquizofrenia fiquei assustado, e entao fico com medo de ouvir vozes de ver etc....Logo fico apavorado e imaginando vozes, porem nao escuto, assim como eu imagino ver coisas, mas nao as enxergo, apenas imagino, e por temer eu fico em panico. Gostaria de saber, se nao fosse constrangedor, como é ouvir e enxergar....pois como eu disse eu tenho medo, e fico curioso etc....Queria saber se de fato a pessoa escuta as vozes(audiçao), assim como se alguma pessoa real te chamar, ou ela apenas pensa(imagina).....Se a pessoa enxerga, assim como olha para uma pessoa real, ou se ela apenas imagina....Resumindo, vivo nesse conflito, de saber oque tenho....Alias, se possível gostaria da sua opnião sobre o meu quadro...se eu tenho a doença ou não. Faço terapia fazem 4 meses, e minha psicologa diz que eu nao tenho esquizofrenia, que eu tenho TAG, Panico e Toc....que são tudo apenas transtornos de ansiedade, eu confio nela, mas sempre existe aquela pulga atraz da orelha, ainda mais por eu ter esse MEDO! Muito obrigado, e parabens por vc ser como vc é!

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    1. Olá e obrigado por visitar o blog. Respondendo a sua pergunta, quando estamos surtados tudo é real para a nossa mente. As vozes, as alucinações visuais e tudo mais, inclusive a mania de perseguição. Por isso ficamos tão assustados, pois tudo isso parece ser verdadeiro. Creio que sua psicóloga esteja certa, a sua ansiedade é que te faz ter esses pensamentos em relação as doenças. Acho que você está no caminho certo, pesquisando sobre o assunto e tudo mais, mas também acho que não precisa se encucar tanto em relação a esquizofrenia, pois ela atinge apenas 1% da população.

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  24. Olá! Sou médica especialista em psiquiatria e gostei muito do teu depoimento. Acho importante que as pessoas falem sobre isso, pois acaba se tornando um assunto corriqueiro e consequentemente o preconceito vai desaparecendo. Considero uma iniciativa muito mais eficaz do que campanhas contra o preconceito ou mudanças de nome. Importante também que os psiquiatras estejam sempre atentos ao paciente e não à doença, pois a humanização do tratamento, junto com a medicação é essencial e de muito mais valor, isso está provado cientificamente. A parceria do médico como um ser humano que está cuidando de outro muda totalmente o prognóstico do paciente. Acho que com seu depoimento demos um grande passo em relação a isso. Parabéns!

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  25. Susi Maciel. psiquiatria-hoje.blogspot.com.br

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  26. Você me descreveu neste post, aliás no geral em tudo que você fala de vc parece que ta me descrevendo... eu era uma criança triste, me sentia diferente das outras, mas não sabia porque... e assim preferia me isolar... sempre fui muito desligada, extremamente atrapalhada.. calada... aí no ginásio começaram as zoações por causa do meu jeito... tinha um menino que um dia me humilhou até o último... eu nunca fui tão humilhada, nem nunca chorei tanto... Depois de um tempo todo mundo me julgando por eu ser esquisita e depois do ocorrido fiquei mais ainda, minhas "amigas" se afastaram de mim... fui definhando numa suposta depressão que na verdade era o início da esquizofrenia, não passava de um cômodo pra outro sozinha, odiava espelhos, já tinha alucinações auditivas... com 19 anos tive um surto... parei de estudar, achava que era coisa do cão, tudo aquilo... ia na igreja e nada... Como você cheguei achar que era coisa pra um exorcista... até que comecei a me interessar por psicologia e zapeando na Internet achei o assunto esquizofrenia... e tudo se encaixava, era tudo o que eu sentia... no começo me deu uma luz e eu lembrava de situações da minha vida que me deixava confusa e enfim tudo isso tinha um sentido... Depois eu chorei fazendo a velha pergunta que todos fariam... porque Eu? Mas a gente cresce, amadurece com certas situações na nossa vida, passa a entender melhor os problemas dos outros e julgar menos.. a vida é um grande aprendizado, me aceito de boas hoje, antes tentava mudar pra me encaixar... hoje, quem quiser me aceite do jeito que eu sou, e de fato me aceitam e eu arranco muitas risadas com o meu jeito mas de uma forma positiva... o que muda todo o rumo é nossa autoconfiança.

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    1. Muito bom o seu relato, muita semelhança mesmo entre os nossos casos, por pouco tempo fiquei mudando a minha maneira de ser para agradar as pessoas, mas, depois que descobri tudo, hoje sei lidar melhor com isso e não me incomodo muito com a opinião alheia. Parabéns e obrigado pela visita ao blog.

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  27. tive meu primiero surto em 2005 só fiquei sabendo oq tinha no final de 2006 foi um alivio , pelo menos sabia oq era e podia me informar a respeito , tambem sou timido demais graças a Deus não sou agressivo , gostei do seu blog abraço.

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  28. Julio só uma dúvida, você tem as confusões mentais? Tem vezes que eu fujo de mim mesma, vem mil pensamentos na minha mente que nem eu mesma entendo, são pensamentos aleatórios, desconexos, sem sentido algum, não tem nem como explicar..normalmente antes de dormir, são 1000 pensamentos de uma vez só, e eu não entendo nenhum... dá medo de não voltar mais...

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    1. Sim, eu ainda tenho, mas não com a intensidade de antes. Parece que com a idade os sintomas positivos diminuem um pouco. Tente alguma alternativa natural na hora de dormir. Obrigado por visitar o blog.

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  29. Olá. Júlio amei sua coragem! Parabéns.
    Meu pai é esquizofrênico e eu tenho pavor de ter esta doença. Infelizmente, quando meu pai surtou pela última vez a família nos abandonou, não tivemos apoio de ninguém. Isso, já faz mais de 10 anos atrás. E, até hoje eu e meus dois irmãos aguentamos, até por parte de outros familiares, comentários preconceituosos. Nos chamam de estranhos, esquisitos e loucos.
    Tenho depressão desde os meus 9 anos. E, há mais de 2 anos que tenho me sentido estranha, confusa mentalmente, e onde eu vou escuto pessoas me criticando, me julgando. E, não tenho certeza se as críticas são reais ou não. Mas, não sinto mais nem vontade de ficar com outras pessoas. porque não estou aguentando mais ouvi-las. Sempre fui diferente, nunca tive muitos amigos, só tive um namorado, que durou 40 dias, ele me chamou de estranha. Sempre tive dificuldades nos locais de trabalho. Tenho dificuldades em dormir. Eu não aceito ter esta doença. Por favor, me ajude.
    Meu e-mail é t.mp2010@hotmail.com

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  30. Olá, eu sei como é passar por isso, mas se sentir diferente ou ser diferente não é um defeito em uma sociedade tão falsa em que vivemos, onde se valoriza o ter e não se pensa no ser. Vou depois entrar em contato, mas no momento estou tendo que economizar dinheiro para voltar a alugar um quarto. Obrigado.

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  31. Boa noite .tinha duvida agora tenho certeza meu primo a 2 meses começou com mania de perseguição e de lá PR CA só piorou.ele fumava maconha disse q parou q eu meu marido a namorada dele e um dos tios são impuros e ele ta fazendo um jejum PR nos salva ele tm28 anos tava no último período de direito trabalhava com o tio em uma loja de carros a 5 anos, e um pouco tímida, a namorada diz q ele não tranza dois meses ligamos pra ele hoje é a primeira coisa que ele nos disse que tinha parado de fumar oq devemos fazer

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    1. Olha, creio que o melhor a se fazer é tentar convencê-lo a conversar com uma psicóloga, para ver se existe necessidade de medicamentos ou somente uma terapia mesmo. É comprovado que a maconha e outras drogas podem levar a pessoa a ter um quadro de esquizofrenia, mas isso não quer dizer que seja o caso dele.

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  32. Olá, meu irmão tem 18 anos e está com sintomas de esquizofrenia, diz está sendo perseguido e que tem câmeras em casa de alguns dias prá cá tem piorado está falando sozinho e parece ter alucinações, já tentei leva lo ao médico mais ele se recusa não sei mais como convencê lo. Será que fingir acreditar no que ele diz ajudaria? Notei que fazendo isso ele escuta mais o que falo e aceita algumas coisas

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    1. Não sei se lhe dizer se fingir acreditar no que seu irmão fala é uma boa, mas também dizer que "isso é coisa da cabeça dele" não adianta também, creio que, por experiência própria a segunda afirmação é muito pior. Mas tente ir ouvindo o que diz, não acreditando e também não o desmentindo, só para ele ter alguém com quem conversar. Tente fazê-lo assistir o filme mente brilhante, me ajudou muito a me identificar com o transtorno.

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  33. Oi, eu gosto muito do que vc escreve. Bom, eu tenho esquizofrenia ha um tempinho, mas a maioria dos psiquiatras e psicologos que vou nunca falam nem explicam nada sobre isso, grande parte do que aprendi sobre a doença foi aqui e em sites sobre esse tipo de coisa, tive que descobrir sozinha e vc ajudou muito a desestigmatizar isso na minha cabeça, obrigada!

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  34. ola. estou a escrever de portugal! este foi o sitio onde realmente me senti esclarecida.
    eu e o meu marido estamos separados acho que devido à doença.além de ele achar que todos falam mal dele pelas costas, o pior é que pensa que nos 16 anos que estivemos juntos eu sempre o traí. temos duas filhas e ele até duvida que sejam filhas dele. neste momento tenta-se isolar de tudo e de todos, só trabalha com um tractor sozinho. não se pode falar sobre assunto nenhum com ele porque tudo o incomoda e é para o prejudicar.já consegui levá-lo a um psiquiatra, mas que apenas lhe disse que tinha uma depressão. estava a tomar a medicação para a esquizofrenia, mas como lhe provocou dores de cabeça deixou de tomar
    já tentei várias vezes explicar-lhe que ele sofre de delirios e paranoias. mas ele vira-se sempre contra mim.
    diz que não está maluco, e eu digo-lhe que está doente e precisa de ajuda. ele não aceita e diz que eu é que tenho problemas. apareceu uma mulher na vida dele que lhe dá razão quando ele conta os delirios dele!
    o quê que eu posso fazer mais para o ajudar?
    quem é que lhe pode e deve dizer e como?
    obrigada

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    1. MUITO OBRIGADA PELA ATENÇÃO E BOA SORTE!
      CONSIDERO-O UMA PESSOA DE MUITA CORAGEM, PARABÉNS POR TUDO AQUILO QUE CONSEGUI-O ATINGIR, E QUE DE CERTEZA NÃO FOI FÁCIL.

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  35. Julio , meu pai tem 72 anos e alguns meses ele vem fazendo coisas estranhas , por exemplo ele dorme e acorda assustado falando q tem pessoas querendo pegar ele , outra vez acorda agressivo quebrando alguma coisa , e sempre em direção a minha mãe, levamos ele ao médico e ele flw q era depressão e passou alguns remédios e ele está tomando , mais acho q é esquizofrenia e já não sabemos mais Oq fazer , pq ele não esta vivendo e nem deixando nois viver 😕

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  36. Imagino como deve ser. Infelizmente não sei o que te dizer quando pergunta o que fazer, pois, o primeiro passo é a própria pessoa assumir a patologia ou seja lá o que for. Se ela não admitir que precisa de ajuda, tudo fica mais difícil. E, como ele já está com 72 anos, não sei se ele vai se interessar em estudar o assunto. É preciso muito dialogo e compreensão. Só pelo que vc relatou não sei como dar uma orientação, a idade nem sempre quer dizer alguma coisa, se ele está lúcido, ou se tem algum tipo de comportamento diferente, como infantilidade, por exemplo. Dizem que o medicamento demora algum tempo para fazer efeito, Há quanto tempo ele toma os remédios?

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  37. Olá Julio, parabéns pela iniciativa.
    Tenho 21 anos, sou estudante de medicina. Passei por problemas de família ano passado e no fim do ano comecei a me sentir estranho, tinha tonturas e vertigens e uma ansiedade muito grande. Que surgiram depois de uma festa. Desde que começou fiquei preocupado, primeiro pensei em epilepsia, depois comecei a me aprofundar na esquizofrenia. Fui ao psiquiatra, um muito bom, famoso e até reconhecido, mas prefiro não expô-lo. Eu criei uma obsessão em ter esquizofrenia, mesmo não tendo nenhum sintoma de alucinação ou delírios. Meu maior medo é estar na fase prodrômica da doença. Cada vez que leio na internet um sintoma eu procuro tê-lo. Esta horrível essa sensação. O psiquiatra já me pediu exames de imagem tentando me deixar mais tranquilo e jurou que não tenho esquizofrenia. Me diagnosticou com TAG, e pânico. Meu medo começou após ler que a fase inicial geralmente se manifesta com ansiedade e tensão, que eu tenho muito. Estou em tratamento medicamentoso, há 2 meses, melhorei um pouco mas o que não me deixa melhorar é essa busca constante em ter esquizofrenia. Usei maconha e quando cessei o uso foi quando iniciou os piores sintomas da ansiedade, acordava tremendo a noite com aquela sensação de que ia ficar esquizofrênico, uma onda de calor pelo corpo. Fico atento a tudo, qualquer ruído já me assusta. Eu sempre fui uma pessoa "normal" sempre tive muitos amigos, todos dizem que sou muito engraçado e sociável. Mesmo assim nada me convence. O que mais me incomoda é uma coisa que tenho sentido que é olhar para as pessoas que conheço e ter a sensação de que nunca havia reparado bem nelas. Queria saber se um esquizofrênico tem a possibilidade de saber que está ficando esquizofrênico ou que não está bem, pois li em alguns lugares que não sabem que estão sendo acometidos. Sei que continuo a mesma pessoa, me relacionando bem e etc, mas vivo com esse medo na minha cabeça, que vem me perturbando muito.
    Muito obrigado!
    Um abraço

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    1. Olá. Antes de tudo gostaria de dizer que o que o portador de esquizofrenia tem ou sente, grande parte da população também tem, só que em menor grau. Quem às vezes não cismou que estava sendo observado? Acho que você deve confiar no seu psiquiatra, vejo que você tem condições de ser atendido por um particular. Não estou querendo dizer que quem atende pelo SUS não tem competência, não é isso, é que na maioria dos lugares onde se atende pelo SUS não existe estrutura e tempo para se fazer uma boa consulta. E como você está se sentindo com a medicação?
      Em relação ao fato do indivíduo perceber ou não que está começando a "ficar esquizofrênico", creio que isso depende de cada pessoa, se ela se informou sobre o assunto antes, etc. Mas, na minha opinião, acho que, por mais bem informada que a pessoa seja, o primeiro surto é bem complicado, tudo é muito real em nossa mente e, fica difícil pensar que são alucinações o que ouvimos e vemos.
      Espero ter ajudado em alguma coisa. Eu que agradeço a visita ao blog.

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    2. Julio, ainda estou no meu segundo mês de tratamento, mas o grande problema é que o pânico me convence de que estou em um processo de instalação da doença. Tudo que tenho lido sobre esquizofrenia parece que tento me encaixar no sintoma. As vezes tenho sonhos ruins e acordo assustado e uma vez aconteceu de eu acordar como se alguém estivesse me xingando. Eu sei que o que ouvi não foi real, pesquisei na internet e há pessoas que têm alucinações antes de dormir ou logo após acordar, não caracterizando uma alucinação. Mesmo você não sendo um especialista, acredito que só entendemos algo ou alguém quando passamos pela experiência, por isso gostaria de saber sua opinião em relação ao meu quadro e se puder me contar como se sentia antes do seu primeiro surto, pois é uma parte que não encontro na literatura, iria me ensinar muito, além de me descrever as alucinações que tinha. Tenho o sonho de ser psiquiatra e poder ajudar muitas pessoas. Você é um grande exemplo de cidadão. Muito obrigado! Abraços

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    3. Olha, eu conto tudo no meu livro, não que eu esteja fazendo propaganda dele, na verdade não ganho muita grana com ele. Ele talvez explique um série de situações que podem ocorrer com uma pessoa antes e durante os surtos. Na verdade, o que me fez "pirar" foi a realidade que eu aumentei e muito, algumas pessoas estavam realmente contra a minha pessoa e me fizeram coisas não muito legais psicologicamente falando. E, claro, que eu tinha tendências a ter esse tipo de transtorno, não sei se devido à infância ou por fatores genéticos. Qualquer coisa se quiser adquirir o livro é só seguir as instruções no lado direito da página.

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  38. Olá amigo tbm sou esquizofrênico do tipo paranóide hoje tenho dezesseis anos quando fiquei tinha 12 tinha muitas alucinações tbm pensava ser um ser espiritual muitas vezes fazia coisas que eram fora do mundo mas não me considero doente pois nunca fui agressivo sempre me tratei tenho um blog que fala sobre astronomia quero ser astrônomo se tal que nem nossos antepassados Leonardo da Vinci galileu Galilei etc... Hehe agradeço a deus pois nunca tive surto.... Meu blog e visto pelo mundo e tem 46 mil visualização e um cara com esquizofrenia tem tudo pra ser um bom astronomo ... Gostei da coragem sua! Fique com deus amigo!

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    1. Olá, parabéns por continuar a batalha mesmo depois da esquizofrenia. Não é fácil, mas temos que seguir em frente. Realmente esquizofrenia é astronomia tem tudo haver, às vezes vivemos no mundo da lua rsrsrs Se quiser divulgar o seu blog aqui sinta-se á vontade. Por falar em Galileu acho que queriam matar o cara, ou pensavam que ele era maluco, creio por ter afirmado que a terra era redonda... E viva os loucos, os verdadeiros heróis do passado.

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  39. O q vc chegou a ver Júlio? Cara eu já tive mta alucinação. Pessoas me seguindo e perseguindo.. ameaças por TV e rádio.. Pessoas desconhecidas me atacando e ameaçando... ainda creio q tudo e espiritual

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    1. A maioria das alucinações eram auditivas. Mas as visuais foram muito estranhas e reais, mas hoje, analisando a situação, sei que não aconteceram de verdade. Também imaginava que a TV e o rádio estavam falando comigo e que o mundo inteiro iria me matar. Descrevi tudo no livro Mente Dividida, pois tive que enfrentar tudo isso sozinho, e, se não fosse a ajuda de pessoas que apareceram no momento e lugar exato, creio que não estaria aqui para contar toda a história. Mas você faz tratamento?

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  40. Vi de tudo de alucinação.. não sei mais saber o q e real... hj em dia se me DDr crise eu saio completamente da realidade e entro num mundo de pura humilhação e sofrimento

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  41. Oi, tenho 15 anos. Fui diagnosticado com um transtorno de ansiedade, Toc; quando tinha 12 anos. Só que agora sinto-me perseguido, acho que meus familiares podem envenenar minha comida, enfim acho que todos possam me prejudicar; também sempre que vou fazer algo vem na mente a insegurança, e muitas vezes não consigo realizar por isso. Eu não escuto vozes, e nem vejo coisas que não existem. Para dizer que nunca aconteceu nada semelhante, teve uma vez que eu tive um surto eu imaginei que iria morrer e se tornar um santo, só que para isso eu tinha que despedir dos meus parentes e realizar tudo aquilo que vinha na minha mente, então a minha mente dizia que eu tinha que morrer no hospital na presença de uma professora, só que quando eu cheguei lá e não a vi tudo acabou, graças a Deus; isso durou umas duas horas, e eu só chorava e sentia uma angústia dentro de mim, e não conseguia falar... Atualmente, a situação minha é mais preocupante, ano passado eu conseguia sair de casa, me socializar... Atualmente, não estou conseguindo, nem ir na escola estou indo - minha voz, não quer sair; sinto muita vergonha e não sou mais tão socializável como antes. Também as vezes, fico muito agitado não paro de falar, e foi assim que aconteceu quando eu senti uma angústia no peito de tanta agitação e depois comecei a chorar, foi quase um surto... Tem vezes que penso em me matar, devido ter uma imensa insegurança de tudo, e de não conseguir me socializar, meus amigos não me procura. Eu gosto muito de ler, mas não consigo me concentrar, porque eu não me sinto bem emocionalmente, estou abalado diante disso tudo, também começo ler e os medos começam fluir; um maremoto de pensamentos invadem minha mente causando-me dor e angústia. Eu gosto de viver, mas tudo que eu faço, vem o meu aliado o "medo". Socorro, o senhor pode me ajudar a vencer? "Volto a falar não ouço vozes e não não vejo nada que não existe"

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  42. Me emocionei com sua historia ,passei a vida toda em progresso com a esquizofrenia em familiares ate que em mim fui diagnosticado e hoje confesso pra voce que estou com muito medo de enlouquecer de vez,nao consigo ser tao otimista com as coisas,queria melhorar ,ser mais forte,mas parece que tudo ta perdendo a nocao do que é real e do que é imaginario e fico confuso.Em fim vou parar de falar pq ja falei demais kkk seu blog é muito bom e parabens por escrever tao bem.

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    1. Olá Rarik, os comentários aqui no blog são tão importantes quanto as postagens, por isso pode ficar à vontade para comentar. Eu também fico muito confuso, o que mais está pegando no momento é a situação das grandes cidades, onde os roubos estão aumentando consideravelmente. As pessoas estão com medo uma das outras, e agora estou com isso na cabeça, que todos estão me acusando de ser um ladrão, apesar de nunca ter feito isso, sempre trabalhei antes de me aposentar. Você toma algum medicamento?

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  43. aos 17-18 anos, pensamentos (de acusação...) imensamente intrusos e frequentes surgiam em minha mente, fugindo ao meu controle. não conseguia mais me concentrar, passei a tirar muitas notas baixíssimas. Mas graças a Deus conclui o segundo grau.

    cheguei a um estresse tão grande que passei a dizer muitas palavras carregadas de raiva. Fiquei extremamente revoltada e angustiada ,me isolei dos colegas e até da minha família em geral. Meus pais me levaram para o psiquiatra, psicólogos e cheguei até tomar por 6 meses remédios ,mas nada adiantou e eu mesma decidi parar de tomá-los. fui diagnosticada com toc e depressão

    cheguei a um ponto tão crítico, que já estava vendo terríveis monstros em meu quarto, nas ruas e por trás das paredes; via vultos, serpentes e outros animais em tamanho gigantescos. também via corpos carbonizados ... eu via várias pessoas com armas ...para me matar.

    eu relutava para impedir que tudo isso não viesse a minha mente, mas não adiantava e sim piorava ,Fiquei em um estado tão angustiante que tinha dias que não reconhecia minha própria família ;desaprendi a escrever ,minha memória quase por completo se apagou e eu não mais me conhecia , me sentia perdida em um abismo ;passava dias sem emitir som algum e era a maior dificuldade para comer e para tomar banho, esta fase foi o final das opressões...

    Apesar dos detalhes ,ainda existe muito mais para se contar, porém agora quero declarar a obra tremenda que Cristo fez por mim.

    No decorrer desta fase tenebrosa ( 17 e 18 anos ) visitamos muitas igrejas ,foi aí que num desses cultos aos 18 anos em junho de 1992, neste estado deplorável eu decidi aceitar a Jesus como meu único salvador;
    maravilhoso dia foi aquele tanto para minha conversão principalmente , quanto para o início da minha cura e libertação. Jesus fez proezas e até hoje continua a fazer por mim; naquele mesmo dia já comecei a me sentir mais leve .

    em poucos dias ,após a conversão, Deus enviou vários servos amados em meu lar e juntamente com meus pais e família e também principalmente pela minha fé e amor por Jesus, eu fui liberta das imagens terríveis que via ,voltei a escrever...minha memória retornou ao normal, não retornei a tomar remédios e Jesus tem cuidado das cicatrizes que ficaram em minha alma, para honra e glória de Deus.

    Aos 20 anos fui para são Paulo .Aos 21 anos Deus me deu o dom da confeitaria e usou a minha mãe para me ensinar este ofício, foi um presente que Deus me deu . Aos 23 anos retornei a são Paulo e evangelizei mais

    falei sobre cristo e testemunhei nesses lugares como também em minha terra de origem; tudo para a glória do nosso senhor Jesus cristo, que merece muito mais .Aos 30 anos, Deus me concedeu uma grande benção que foi a compra do meu apartamento outras bênçãos que tenho a dizer é com relação a conversão do meu pai ;minha mãe,e todos nós oramos por 15 anos para isso acontecer.


    portanto algumas dificuldades que enfrentamos e outras que poderão a vir sei que Deus está comigo, o tempo está em suas mãos e sei que a nossa tribulação produz eterno peso de glória(2 corintios 4:17).

    saibamos que mesmo em meio a grandes bençãos a vida terrena não é perfeita, passamos por lutas ;porém um dia Jesus voltará e nos dará o novo céu e uma nova terra . Quero dizer a todos que Jesus faz diferença na vida daquele que crer que Jesus cristo é o próprio Deus e todo poder está em suas mãos.

    Agora neste momento aceite a Jesus como seu único salvador, se arrependa dos seus pecados ,pois cristo morreu numa cruz sofrendo dores incalculáveis para nos salvar do inferno e da maldição do pecado;

    agora só depende de você crer em Jesus e pedir perdão e viver uma vida santificada , adorando a Jesus por toda eternidade..

    meu e-mail casiabromelia@hotmail.com

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    1. Olá Casia
      Obrigado pela visita ao blog, não costuma publicar comentários sobre religião. Infelizmente no meu caso não tem como viver uma vida santificada, não tenho a pretensão de ser santo. Quando tentei fazer isso, quase fiquei louco. E foi justamente em uma igreja. O pastor disse que temos que ser santos, e eu particularmente levei aquilo ao pé da letra, me culpando muito por cada "erro" que cometia. Mas respeito a sua opinião. Desculpe se pareço ser grosseiro(até seja, talvez) mas não creio em religiões que pregam o amor ao Cristo pelo medo do fogo eterno e também que ele nos dê bens materiais caso o sigamos. Acredito em Deus, mas não procuro sair por ai divulgando em que acredito, e procuro respeitar a decisão e opinião das outras pessoas.
      Obrigado.

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  44. Bem, já faz um tempo que esse post foi publicado, mas eu vou deixar meu comentário de qualquer forma.
    Sua historia me deixou realmente impressionada, voce é incrivel!
    Falando de mim...
    Depois de um tempo com diversas paranoias decidi ir ao medico (um pouco contra gosto), a consulta foi interessante,mas eu nao esperava que ele iria dizer que eu tinha esquizofrenia, fiquei ate meio surpresa, nao me permiti entrar em estado de choque, porque queria dar uma de fortona.
    e assim foi..
    O medico disse que precisava estudar mais meu caso e que tambem queria ouvir o que o psiquiatra iria dizer, ele disse pra eu nao ficar preocupada porque isso nao era "nada demais" (certamente ficou com receio de que eu piorasse ou qualquer outra coisa), mas as palavras dele nao saia da minha cabeça. Apesar de eu nao ter entrado em panico e etc, nao tem como esquecer ou ficar despreocupada nao é mesmo?
    Quando voltei para casa fiquei na duvida se deveria voltar ou nao a me consultar, pensei... pensei... E no final optei por nao voltar mais.
    Agora nao estou arrependida e tambem nao estou feliz por tal decisao, mas foi o que eu achei correto no momento.
    Continuo com minhas paranoias, confesso que nesses ultimos meses tem aumentado bastante, mas estou conseguindo levar, espero que nao se agrave mais.
    Obrigado por compartilhar sua historia!

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    1. Eu que agradeço o seu comentário. Em relação ao diagnóstico, realmente é preciso de algum tempo, infelizmente alguns já saem diagnosticando logo na primeira consulta e receitando os antipsicóticos fortes. Bem, se você não vai tomar os medicamentos, posso recomendar que tente evitar o máximo situações estressantes, que procure ter um bom sono e ter uma vida saudável, essa última receita vale para todos os males né?
      Abraços

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  45. NOS NAO PERTENCEMOS A ESSE MUNDO. SEJA EGOISTA E MISANTROPICO. QUE ESSE MUNDO SE FODA

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    1. Sou realmente um pouco misantropico, mas não posso generalizar, pois, nas dificuldades encontrei muitas pessoas boas, que me ajudaram sem esperar nada em troca. Ainda existem pessoas boas neste mundo., mas sou quase que 100% antissocial mesmo, mas hoje em dia é mais uma opção do que uma condição. Desde pequeno sabia que algo não muito bom iria acontecer depois que passasse a conhecer a maldade deste mundo.

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  46. Eu tenho 15 anos e fui diagnosticada com esquizofrenia aos 12 embora não seja levada muito a sério pela minha idade desde antes até hoje. Aos 10 anos eu tive uma perda de memória e comecei a ter muitas alucinações auditivas e visuais em que eu acreditava ter sido mandada numa missão por aliens e tinha esquecido quem era, ou que eu era o anticristo, que todas as pessoas na terra liam pensamentos e eu não e por isso era excluída da sociedade ou que meus pais tinham me sequestrado e toda vez que percebia que algo parecia ser improvável eu simplesmente inventava outra história, eu acho que de tudo o mais estranho era que eu falava sobre as alucinações com todo mundo como se fosse normal como ninjas no teto ou passos fora da casa e ninguém nunca suspeitou ou simplesmente não me levaram a sério (sendo sincera isso me deixou com raiva por muito tempo) até que eu notei que havia algo errado e convenci meus pais com esforço a me levar num psiquiatra que me diagnosticou com esquizofrenia. Eu já conhecia a doença pois tinha pesquisado muito sobre ela pra entender a personagem de um livro e quando fui atrás novamente vi que muita coisa combinava e me senti realmente melhor em saber o porque de ser, agir ou pensar daquela maneira por isso acho importante falar sim que a pessoa tem. Meus pais não aceitaram e não me deixavam tomar os remédios e até quando eu falei pra uma professora que eu tinha já que ela me abordou perguntando sobre meu comportamento "estranho" meu pais me repreenderam, mas hoje tem sido melhor eles compreenderam e me ajudam, mas o meu caso só vem piorando e quase não consigo para de chorar, faltando por semanas a escola e me esforçando pra manter o controle e são depoimentos como o de pessoas como você que me ajudam a manter a esperança e continuar tentando.

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    1. Parabéns pela sua história e de tão cedo estudar o assunto e assim ter evitado possíveis surtos e crises. É raro isso, ter a consciência e essa maturidade na adolescência. Qual o livro que você leu?
      Obrigado pela participação.

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    2. Meu nome é José elias Olá li o seu relato e posso comentar que também tive dificuldade de saber o diagnostico os médicos diziam que eu tinha que parar de me preocupar com os rótulos e não adianta comparar com outra doenças que eles desconversam. No brasil existe a lei 10216 que obriga na pratica o medico dizer o diagnostico só que não há punição para quem descumpre a lei. Hoje sei que tenho esquizofrenia simples porque precisei de tirar o passe livre. Hoje médico nenhum me engabela

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    3. Obrigada, mas não acho que seja tão madura assim. O livro que eu li era da Agatha Christie, A Casa Torta, eu notei no início quem era a assassina e que essa pessoa tinha esquizofrenia então comecei a pesquisar já que queria entender o porque da garota ter matado já que não teria graça ter acertado quem era o assassino e não compreender a motivação já que o livro basicamente foca na motivação e quando eu pesquisava eu acabei lendo sobre os sintomas e sobre as alucinações e relacionando com o que acontecia comigo e decidi que deveria consultar um psiquiatra. Eu também não entendo isso de evitar conversar sobre as possibilidades do diagnóstico já que os sintomas são muitos parecidos, é necessário confiança no psiquiatra, eu só tenho 15, mas visitei 5 psiquiatras e só um levava em consideração o que eu dizia e me deu o diagnóstico, acho que eles evitarem falar sobre só aumenta a desconfiança do paciente que possivelmente tem delírio de perseguição e dificuldade de confiar o que dificulta muito o tratamento.

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  47. Boa noite, como esta...
    Parabéns!
    Gostei muito de esta aqui lendo seu relato, e relatos de pessoas com o desafio que tem o meu namorado, foi diagnosticado que ele tem este problema , e é agressivo quando não toma o remedio.Comigo ele é doce, amavel, amigo, parceiro, companheiro, é maravilhoso, e mas novo que eu, mas nos amamos, e a nossa amizade com com muita afinidade.Ele só é agressivo com a mãe, e a irmã.Surtou varias vezes com elas, tentando matar, mas elas se afastam, e fica em casas de amigos longe dele por um tempo.Mas a questão que quero ter uma resposta aqui, ou orientação, ou solução, é que de uns três meses para cá, ele esta com problema de Ejaculação.Ele é normal como homem, mas me diz que fica na psicose lembrando dos assedios que já sofreu nos ambientes de trabalho, na hora H.Como posso resolver esta questão muito seria, ele fica muito nervoso quando não acontece...tenho que levar um sexologo...Me ajude nesta causa, se você tem alguma experiência neste assunto.Anonimo.

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    1. Olá, gostaria muito de lhe poder ajudar nesta situação, mas não sei como fazer com que seu namorado consiga superar e esquecer os traumas do passado, é algo um pouco complicado também, se baseando em um breve relato. Não sei se o profissional mais adequado para esta situação seja um sexólogo, mas não custa nada tentar. Uma terapia pode ajudar, mas isso depende muito do profissional a ser escolhido, pois geralmente alguns apenas ouvem e encaminham para um psiquiatra, e ai vem os medicamentos dopantes. É uma situação que não tem como ajudar através da internet e pelos comentários aqui do blog.

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  48. o homem que amo tem esquisofrenia mais mesmo assim o amo e seu geito estranho me deixa mais apaixonada...

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    1. É isso ai, as pessoas muito normais, certinhas e padronizadas são muito previsíveis e às vezes entediantes.

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  49. Qual medicação você toma?

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    1. No momento tomo somente o diazepan. Quando sinto que estou ficando estressado, recorro à meio comprimido de clorpromazina e meio de fenergan até me estabilizar, mas esse medicamento me dá uma prisão de ventre danada.
      Sinto que o que mais está me atrapalhando no momento são os sintomas negativos da esquizofrenia, e o medicamentos mais indicado no momento para esse caso infelizmente custa muito caro.
      Vou ver se volto a tomar algum antidepressivo.

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  50. ola parabens pelo relato. ja passei por varias crises de panico e depois começoi o isolamento socila, depressão e ideias de perseguição. e falo nao é facil identificar isquizofrenia. passeio por 02 neuroligistas, 01 cardiologista, 03 psiquiatras., ate me identificar mesmo com a doença. e passar medicação certa.

    hoje sinto muito perseguição e tambem sensão de animais como cobra, lagartixa, rato , sapo me comendo e passenado sobre mim. teve alguma fase que sentiu isso tambem ? se ficar olhando muito para uma pessoa enxergo como se fosse uma cobra ou lagarto gigante querendo me engolir. é horrivel a sensação. ja passou por isso?

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    1. Já tive a sensação de que espíritos estavam entrando em meu corpo, e eu tentava me desvencilhar deles. Em relação a animais, já tive a sensação de que ratos estavam fazendo suas necessidades em cima de mim, quando estava deitado na minha cama. Já vi também rostos distorcidos das pessoas, e ouvindo-as falando algo contra a minha pessoa. Na hora é tudo muito real, às vezes chego a pensar que também seja algo espiritual, mas acho que foi tudo por causa do stress mesmo.
      E agora, como está com a medicação?

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    2. VOCE SENTE AINDA ? eu tenho muito de ver animais e sombras. vultos, e imagens de hospital com cadeiras em movimento. maca sendo jogada para fora da ambulancia. a medicação controla. mas, os surtos são frequentes. vode ainda tem algum sintoma?

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    3. Às vezes tenho algumas alucinações auditivas e ainda tenho muita mania de perseguição. O que mais está me atrapalhando no momento é o que eles chamam de sintomas negativos, que é algo parecido com uma depressão, os sintomas são a falta de energia, apatia, desânimo, embotamento afetivo, etc.
      Não sei quais dos sintomas são piores, pois, na época dos sintomas positivos pelo menos tinha energia para me levantar novamente depois de uma crise.

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    4. Eu também tô assim.bem depressiva. Com medo.de tudo. Quando olho para as pessoas vejo que elas estão.rindo de mim. Antes de sentar na cadeira ou sofa, vejo espíritos brigando ou dizendo para me afastar que vão me possuir. Não.consigo ficar perto das pessoas por muito tempo. Tenho pulsação e falta de ar. Começo a me desesperar. As janelas não abro mais. Sempre com receio de levar tiro ou alguém pular e cortar minha cabeça. Quando estou acordando sinto que meu corpo está flutuando e eu sem.os.braços e pernas. Quando vou mexer desespero pensando que não estou com minhas mãos. E horrível!!! Já teve algumas sensações parecidas????

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    5. Nunca tive esse tipo de sensação que você descreveu, com exceção da que as pessoas estão rindo de mim.
      Na época dos surtos mais graves cheguei a ter certeza que muitas pessoas queriam me matar, e tive reação um pouco diferente que foi fugir, andando pelas estradas, pedindo demissão do serviço, etc. Foi complicado, mas creio que o pior já passou. O que você faz para evitar isso? Faz algum tipo de tratamento ou vai levando?

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    6. Hoje tomo. 4 e as quando ocorre pânico. Eu tomo mais 2 totalizAndo.6 remedios. Não.consigo sair sozinha mais. Sempre alguém tem que estar comigo. Um parente próximo mesmo. Porque se.for terceiro eu fico louca e insegura. Na crise mais intensificada, tomo remédios para dormir e apagar literalmente. Quando saio de casa. É somente para ir ao.médico. eu estou tentando aposentar. Não.consigo mais trabalhar. Já tentei quando sai do meu antigo serviço. Ficava com muito medo. E fiquei 2 dias em.outro. Você conseguiu aposentar? Como que foi?
      O auxílio doença o que precisa?
      Estou gastando muito com remedios, preciso desse rendimento.para me ajudar.

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  51. parabéns pelo blogue. tive um surto psicótico há cerca de 2 anos e meio, fui internado um mês e foi-me dito que tive uma psicose de canábis, que consumi vários anos. apesar do internamento foi-me difícil aceitar a realidade da psicose, e durante 1 ano e meio a dois anos após a psicose tentei acreditar que havia algum fundamento no que me levou à psicose, e acabei por ser internado uma segunda vez. sempre fui um pouco revoltado com as injustiças do mundo em que vivemos, mesmo antes de consumir canabis, e os consumos foram-me tornando numa pessoa cada vez mais deprimida. apesar de ter acabado os estudos, com licenciatura e mestrado quase concluído, e de ter trabalhado na área em que me formei, sempre tive tendência a isolar-me e a pensar muito sobre questões existenciais e o porquê das coisas serem como são. tomei medicação (risperidona, ardane, etc.) durante 1 ano e meio, e neste momento estou a tentar viver sem medicação, apesar de te admitir que por vezes passo maus bocados (ansiedade, falta de ar, etc.). nunca me disseram directamente que tinha esquizofrenia, e acredito que temos de ser nós a admitirmos que temos um problema, sabermos que temos esquizofrenia pode-nos levar a deixar de acreditar na vida por completo, até pelo estigma e falta de esperança na cura da doença. no meu caso passei vários meses a dizer disparates no facebook, relacionados com Deus, expus-me à frente de amigos e família, e neste momento só consigo ter confiança nos familiares mais chegados, afastei-me dos meus amigos primeiro por vergonha do que fiz e agora por achar não fazer sentido, acho que nunca me vão compreender até porque tive momentos de raiva que todos viram, partilhei coisas horríveis, por vezes admito que fui mau apesar de estar fora de mim, e sinto-me mal com isso, para além de saber que falavam entre eles que eu tinha esquizofrenia, e de achar que não me voltarão a dar credibilidade. acho que muitos se devem ter rido e ter-me desejado mal, e apesar de saber que porventura é uma reacção normal, não consigo mais confiar em ninguém. não tenho neste momento qualquer motivação para trabalhar, sinto-me perdido e a vida não faz neste momento grande sentido para mim. admito-te também que sou eu o primeiro a ter o estigma da esquizofrenia, até medo para te dizer a verdade, e apesar de saber que poderei perfeitamente ter a doença, e de saber que a linha que separa a realidade da psicose é muito ténue, prefiro abstrair-me disso e tentar viver o melhor que consigo, um dia de cada vez. se puderes dá-me a tua opinião. fica em paz irmão.

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    1. Olá
      Infelizmente muitas pessoas saem por ai propagando que a maconha é inofensiva e que não faz mal à saúde. Talvez ela só faça mal a quem tenha alguma tendência a ter esse tipo de problema, talvez não. É um risco que a pessoa corre, e infelizmente isso é pouco divulgado. E então as clínicas de recuperação estão cheias, e de pessoas que fizeram uso da "inofensiva" cannabis.
      Também passei um bom tempo me questionando sobre o porque das coisas serem como são, as injustiças, o fato de que o mundo é dos espertos, etc.
      Também pensava muito nas questões espirituais, e isso só me fez mal.
      Creio que devemos sim ter a consciência tranquila sobre nossos atos, independente de que caminho espiritual sigamos.
      Em relação ao seu passado e tudo o que fez, creio que o tempo possa resolver.
      Obrigado pela visita ao blog.

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  52. Oi.
    Acabei de ler o seu relato e posso dizer que me identifiquei de certo modo. Há pouco mais de um ano (tenho 14), venho ouvindo vozes e tendo dificuldade em controlar meus próprios pensamentos. Já cheguei ao ponto de bater em mim mesma para tentar "calar" minha cabeça. Tenho notas consideravelmente altas, mas me lembro de ter caído um pouco depois dos delírios começarem (retomei meu ritmo recentemente). Honestamente, tenho medo de falar para os meus pais. Eu, assim como você, já cheguei a achar que era algo ligado ao sobrenatural. Acho que era mais fácil aceitar isso do que a esquizofrenia. Enfim, não consigo pensar em um bom jeito de contar sobre tudo isso para minha mãe e meu pai. Estou me sentindo desamparada, para falar a verdade...

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    1. Olá
      Imagino como deve estar se sentindo.
      Mas é muito cedo para se chegar à conclusão de que o que você tem seja realmente esquizofrenia. Às vezes nossos pensamentos ecoam e parecem bater em algo e ai voltam em nossas mentes como vozes.
      Mas como quase tudo na vida, quanto mais cedo descobrirmos, melhores são as chances de se livrar dessa situação.
      Você é uma pessoa mais extrovertida ou introvertida?

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  53. Meu filho e escrisofrenico, quando fazia faculdade de psicologia começou a fumar maconha, eu morava na Alemanha, e não sabia o que se passava com ele, porém quando vinha de férias para o Brasil percebia ele com um temperamento diferente, achava que era a bebida que as vezes ele estava se viciando na pinga, fui muito engenha nunca pensei que fosse a maldita maconha(desculpe por falar assim) e que a maconha está se tornando uma tortura para minha vida, foi ela que deixou meu filho escrisofrenico, porque ele já era vulnerável a doença como diz os médicos psiquiatras. Voltei a morar no Brasil para cuidar do meu filho. Hoje ele frequenta o Caps quando ele quer, porque se ele acreditasse que a frequência no Caps e o tratamento com bons psicólogos fosse muito importante para ele , tudo seria melhor. Mais ele não leva o tratamento do Caps a sério, depois de um tempo que havia parado de fumar maconha, agora voltou tudo denovo a fumar maconha, onde minha vida está uma tortura, porque ele fica me perseguindo e fala que me odeia e que se eu morrer ele não vai senti falta, isso porque eu não apoio ele fumar maconha, ele acha que melhora, de fato na hora que ele fuma, ele sai da depressão um pouco, começa a escutar música assistir filmes, quer minha presença, mais isso me encomiada, eu nasci de uma família e de uma época de preconceito com a maconha. Meu pai falava que os maconheiros eram perigosos. O problema é que meu filho depois do do efeito da maconha ele fica me perturbando e provocando até eu perde o controle, aí eu preciso telefonar para os irmãos pedindo ajuda, para conversar com ele, aí ele se acalma porque tem medo dos irmãos. Meu filho toma medicamentos e não pode fumar maconha. Porém depois que a maconha tem ido ao ar por psiquiatras na TV . Às vezes falam que a maconha faz bem para algumas pessoas ele se acha encaixado nessas pessoas.

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    1. Olá, realmente a maconha pode provocar sim alguns sintomas da esquizofrenia. Creio que não seja em todas as pessoas, mas somente naquelas pessoas com algum tipo de pré disposição ao transtorno.
      Conheço várias pessoas com diagnóstico de esquizofrenia após o uso da maconha.
      Tente conversar com seu filho de amiga para amigo mesmo. Tente entender por que não consegue parar com o uso da maconha. Mas, como disse, a relação nesse caso teria que ser mais de amizade do que de mãe para filho.
      Não sou o mais aconselhando a falar sobre esse tipo de vício, mas em qualquer situação o diálogo é sempre o melhor caminho.
      Obrigado pela visita ao blog

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  54. Olá. Eu queria pedir um favor a você. Olha, eu tenho 12 anos e acho que sou esquizofrênica. Eu tenho quase todos os sintomas da doença. Essa semana quase toda eu não consegui dormir pq achei que a qualquer momento um bandido invadiria minha casa e me mataria. Eu vejo vultos e tenho poucos amigos pq acho que as pessoas me odeiam ou falam mal de mim, ontem mesmo eu não consegui dormir pq estava ouvindo coisas. Eu sei que tenho que pedir pros meus pais pra eles me levarem a um psiquiatra ou psicólogo, mas eu tenho medo. Eu vou esperar a semana de aulas começar pra eu ver se tudo isso para. Se parar eu não conto caso contrário eu falo. Eu achei que era caso religioso também. Eu achei também que era so anciedade pq eu estou de férias, mas não é. Eu tenho problemas com anciedade. Mas isso nunca aconteceu antes. O máximo que acontecia nas férias passadas era meus problemas de olho voltar e meus olhos ficarem ardendo. Você acha que eu deveria falar? Desde já agradeço.

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    1. Olá
      É uma situação complicada, mas creio que seria uma boa conversar com seus pais sobre o assunto, apesar de não conhecê-los e não saber qual será a reação deles, pois devido à falta de informação, muitos pais pensam que isso é coisa da idade mesmo.
      Mas pelo seu jeito de escrever e narrar o que lhe acontece, dá a impressão que você já é uma garota com um certo grau de maturidade, e creio que seus pais irão te ouvir. É sempre bom dividir um pouco essas coisas, mas devemos ter cuidado com quem escolhemos para isso. Creio que os pais geralmente são as pessoas mais indicadas.
      Já tentou praticar algum tipo de esporte? No meu caso em particular ajuda bastante. E talvez uma terapia resolva. Depois retorne contando como foi a conversa com seus pais, caso tenha resolvido se abrir para eles.
      Obrigado pela visita ao blog.

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  55. Oi
    meu marido foi diagnosticado com esquizofrenia há alguns anos. Faz tratamento com psiquiatra e é medicado. Porém ele vive ouvindo vozes. Muitas vezes é a minha voz que ele escuta. Te confesso que é muito difícil conviver com ele. Mas eu o amo demais, todos os dias tenho que ficar provando o meu amor por ele. Somos casados há 8 anos, temos duas filhas lindas. Mas não sei o que fazer pra ajuda lo. Fica cada dia mais difícil. Vivo em um inferno emocional. Descobri que tenho diabetes e isso me deixou muito mal. Me ajude de alguma forma. Por favor.

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  56. Boa noite. Tentando achar algo com lídar uma pessoa doente achei seu blog. A pessoa em questão é um sobrinho, após um surto, internação de 50 dias, medicamentos e muito sofrimento, ele parou de tomar os remédios. Disse que engordou e continua engordando muito. Não preciso te.dizer o resultado né? Começando tido de novo, bebida, brigas constantes e muito sofrimento. Não moro com elê e temo pela vida de meu irmão. Uma vez que a causa da internação além de todos inúmeros problemas as agressões contra o pai principalmente. Minha pergunta ê a seguinte: Quero escrever para ele, para tentar ajudar de alguma forma, pq conversar não tem condições, ele não quer conversar. Posso dizer tudo o que tenho vontade, tipo vc está doente, fazendo sua família sofrer, seus pais se separarem, coisa que ele quer mesmo, que eles se separem, sua mãe ficando doente, sua irmã não aguentou até o ponto de ir embora de casa. Enfim coloca-lo em posição de responsável, pq parece que ele não liga para ninguém. O que acha? Com seu olhar de paciente com ciente? Antecipadamente agradecida pelo conselho se for possível, de uma tia que ama infinitamente esse sobrinho mas não sabe como fazer para ajudar.

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  57. Sei como deve estar se sentindo, não vejo nada demais em escrever para o seu sobrinho. Não precisa afirmar que ele está doente, apenas diga que se ele precisar de ajuda que você está à disposição para conversar, pois nessa questão ambas as partes tem que contribuírem para uma melhora. Não adianta nada a família querer ajudar se a própria pessoa não quiser se ajudar.
    Se for de coração, escreva sim. Só não recomendo dizer que ele está delirando, que é tudo da cabaça dele, que ele não está normal, etc. Pois em alguns casos as alucinações são tão verdadeiras que nem temos dúvidas se é realidade ou não.
    Obrigado pela confiança e pela visita ao blog.

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  58. Fico feliz em ver seu grau de consciência, estou lutando contra o q eu menos imaginei, ter q provar q sou esquizofrênica! Nunca me vi como esquizofrênica, mas acreditava q o q eu tinha era de ordem exclusivamente espiritual, comecei a trabalhar com 14 anos e na minha adolescência comecei a ter amigas, talvez pela maravilhosa graça de Deus, elas me procuravam e passei a ter uma vida agitada e feliz aparentemente... minha infância foi horrível, não ouvia vozes, mas via todas as noites, era retraído e não tinha um amiguinho na escola, ninguém gostava de mim, era dislexica e não sabia... enfim, era uma criança fechada e triste. A adolescência passou e veio a vida adulta, com os pressentimentos q atormentavam minha mente, me faziam chorar escondida e por fim o resultado positivo do mal q eu esperava! Tive 2 relacionamentos destrutivos, com tantos pressentimentos de traições, vozes na minha mente me mandando ir nos lugares, m mandando procurar coisas e no final descobria q meus pressentimentos eram verdadeiros, sentia cheiro de flores usadas em velórios, então sabia q alguém conhecido morreria, vi meu irmão no caixão uma noite antes dele morrer, no dia seguinte fui a primeira a saber qdo ligaram pra avisar alguém da família, do tinha 13 anos! Nunca sabia de onde vinha tanta tristeza é Pq aquilo na minha cabeça, começa a chorar sem motivo e meu coração era esmagado com as mãos de alguém q eu não via! Perguntava aos prantos Pq Deus fazia isso comigo? Então contava os dias ate algo de ruim acontecer comigo ou com pessoas com quem tinha ligação emocional! ↓ continua logo abaixo

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  59. Continuação...
    Conheci meu marido e em 44 dias estávamos casados no cívil, o homem perfeito q em minhas orações pedia a Deus, um homem maravilhoso, vivi um sonho, em meio a um tormento financeiro com meus pais, pois eu tinha q ajudá-los e durante 3 anos trabalhava quase 100 horas por semana, mesmo assim me afundei em empréstimos pois os 2 estavam doentes do corpo e da alma, digo da alma pois os 2 são depressivos, meu pai tem várias outras doenças mentais! Em final de outubro de 2015 voltaram os pressentimentos com meu marido, vozes me diziam que coisas estavam acontecendo nas minhas costas, passei a viver num inferno interior, comecei a pedir a Deus q me mostrasse o q estava acontecendo!
    No início de janeiro deste ano sem motivos aparentes, troquei todos os meus plantões, sou técnica de enfermagem, então no dia 7 de janeiro comecei a chorar descontroladamente, no dia seguinte estava procurando coisas na minha casa com as vozes me orientando, e descobri todas as traições do meu marido perfeito, as vozes tbm m disseram coisas ocultas e ele depois m confirmou tudo, as provas de quase tudo estavam em fotos e prints q mandei pra ele! Hj ele nega muita coisa, pois é ateu e diz q não acredita no q eu vejo, ouço e sinto! Me diz q estou doente! Foram surtos e vários atestados, qdo conseguia ir trabalhar eu passava mal, minha pressão subia e meus batimentos cardíacos chegavam a 160...

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  60. Continuação...
    Foram várias tentativas suicidas ate o resgate em julho m levar pro trauma já inconsciente, não sabiam direito se eu iria acordar! Minha irmã e sua cunhada entraram em contato com todos os meus amigos e minha irmã me expôs a todos na frente do hospital, queria testemunhas pra fazer um bo contra meu marido pois tinham dito q ele me batia com facão e corria atrás de mim pra m bater com a mangueira, isso quem falou foi a pessoa a quem recorria qdo precisava de conselhos e orações! Foi uma tentativa de suicídio com medicamentos... nas outras vezes foi com faca, facão, meu marido teve q arrombar as portas várias vezes, uma vez eu mordi ele todo, pois ele teve q me segurar por horas! Meus pais foram informados e vieram no dia seguinte da minha entrada no hospital! Meu marido ficou ao meu lado e qdo mandaram ele embora ele disse q se fosse, me levaria junto dele... hoje estamos passando por isso juntos, tento me manter lúcida, finjo estar bem mesmo qdo estou em crise, querendo gritar, quebrar tudo e me matar! Minha médica me deu um diagnóstico fechado de f20.0 para que eu possa me aposentar com o salario integral de R$ 1.900!
    Marquei a avaliação pela junta medica do estado onde moro e dia 31.10.16 o psiquiatra me disse q tenho depressão profunda com desencadeamento de surtos psicóticos! Disse q não sou esquizofrenia e q estou atrás de dinheiro, me humilhou, disse q ia me processar e que me encaminharão para aposentadoria compulsória por tempo de serviço, isto é um salário mínimo, sendo que pago R$ 500 de empréstimo por 72 meses, minha medicação e médica chegam a quase mil reais por mês! Como tudo é muito caro aqui onde moro, de alimentação gastamos em torno de RS 2,500, só de luz estamos pagando R$ 600 por mês, isso Pq ainda tem as medicações dos meus pais e os gastos de um tanque de combustível por semana, prox de R$ 170... eles recebem R$ 1.400 de aposentadoria!

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  61. Continuação...
    Procurei outro psiquiatra e ele como medico de militar, disse q o psiquiatra da junta medica esta certo, pois no inicio da consulta eu é meu marido expomos a verdade, queríamos uma segunda opinião e uma confirmação por escrito, e ele se recusou pois disse q não poderia me tratar pois estava sendo transferido de estado pelo exército! Prometi pra mim mesma q não vou me entregar e q não serei alienada mentalmente, pois os dois me disseram q quem tem esquizofrenia fica catatônico, q a feição muda,o rosto fica com expressão feia e que a pessoa não tem poder de argumentação como eu tenho! Meu erro é estar tentando permanecer lúcida, perdi quase tudo, amigos que tinha onde resido há 14 anos, perdi minha capacidade de ser útil, perdi salário, engordei 30 kilos, tudo o q tenho é a obrigação de me manter lúcida por causa dos meus pais e por meu casamento...
    Achava q era espiritual, quando aceitei minha condição mental, me tiraram meus direitos! Esses últimos dias estão sendo de desespero e choro escondido, pois odeio demonstrar fraquezas, e infelizmente foi o q mais viram em mim nesses últimos 10 meses! Só tenho 36 anos, minha irmã deixou d falar comigo Pq disse q meu marido não presta e q fiquei do lado dele e não da minha família, espalhou pra todo mundo q ele é pedofilo! Porem é ele que esta comigo e ajuda meus pais financeiramente, e esta comigo dentro da casa dos meus pais sem reclamar, não temos privacidade! Ele tem sido mil vezes melhor do q os erros q cometeu, o q me faz m sentir um lixo pois eu estou engordando cada vez mais, deixei d me cuidar como mulher, sem contar qdo entro em crise e ele é quem tenta me consolar e aguenta calado pra meus pais não saberem q estou em crise!

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    1. Olá
      É uma história bem difícil e complicada, nem sei o que dizer. Mas que corra atrás dos seus direitos. A sociedade nos taxa como loucos, perigosos, que não devemos conviver com as demais pessoas, etc.. O engraçado é que na hora de querermos os nossos direitos não somos taxados com esses rótulos...
      Se cuide, tanto mentalmente como espiritualmente também. E fisicamente também, sei que é difícil, as forças parecem sumir dentro da gente, mas não desista.

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